Quem mora em São Luís já deve ter percebido que o clima está mais quente a cada ano que passa, acompanhando o aquecimento em todo o planeta. Pesquisando no Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão a média de temperatura em São Luís em anos anteriores, essa sensação se confirma. Em 2004, por exemplo, a maioria dos registros de temperatura feitos pela Plataforma Automática de Coleta de Dados de São Luís revela que as temperaturas foram maiores do que o registrado nos anos de 1961 a 1990, com exceções aos meses de fevereiro e novembro.
O mês de março do ano citado foi o período em que os termômetros marcaram uma temperatura superior a 4% do que era esperado pelo período, o que confirma um aquecimento se comparado com análises feitas trinta anos antes de 2004.
Ano após ano a temperatura só aumenta e os dados retirados da coleta feita por meteorologistas da UEMA, mostram que neste ano as maiores temperaturas foram registradas no mês de junho com 33, 5 ° C e nos demais meses do primeiro semestre até agora as temperaturas giraram em torno de 32,5 C.
“A gente acredita que a temperatura deve continuar crescente ao longo dos anos e que até 2024 pode ter outros recordes de temperatura, pois a cidade de São Luís continua em um intenso processo de urbanização. Além disso, o painel intergovernamental de mudanças do clima prevê número maior de anos secos e aumento de temperatura para essa região”, conta o meteorologista Carlos Márcio de Aquino Eloi.
Os fatores que levam ao aumento da temperatura estão diretamente ligados ao crescimento urbano, o desenvolvimento que promove a modernidade e facilitação da vida moderna. Se esse crescimento urbano não for devidamente planejado pelos órgãos públicos, pode gerar danos irreversíveis e consequentemente a elevação das temperaturas. Segundo o professor Juarez Pinheiro, especialista em climatologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a urbanização é determinante para a elevação das temperaturas e nos próximos anos isso tende a ficar mais visível, mas ainda é cedo e precoce para prevê quanto os termômetros devem marcar daqui a 10 anos.
Fonte: imirante