SEQUESTRO
Nathalia Costa
02 de outubro de 2025 às 09:58
A interceptação da Flotilha Global Sumud pela marinha israelense nesta quarta-feira (1º) escancarou mais um episódio de violência e ilegalidade do governo de Israel. Em águas internacionais, cerca de 500 ativistas de dezenas de países, que transportavam alimentos, água potável, remédios e brinquedos para a população de Gaza, foram cercados, rendidos e sequestrados por militares sionistas. Entre eles, estão 15 brasileiros, incluindo parlamentares, militantes, pesquisadores e ativistas de movimentos sociais.
A ação militar, condenada por organizações internacionais como a Anistia Internacional, viola frontalmente o direito internacional. “Nenhuma regra do direito internacional autoriza ataques a embarcações em livre navegação em águas internacionais. A missão da flotilha é pacífica, humanitária e legal”, declarou a entidade, em nota.
A interceptação ocorreu a cerca de 70 milhas náuticas da costa de Gaza. Imagens transmitidas ao vivo momentos antes do corte das comunicações mostravam passageiros com coletes salva-vidas sendo cercados por navios de guerra. Pouco depois, Israel anunciou que os barcos estavam sendo rebocados para um porto sob seu controle.
Além destes, outros militantes brasileiros cujos nomes ainda não foram confirmados estavam a bordo de embarcações menores da flotilha, segundo organizadores.
O impacto da notícia provocou reações imediatas. No Congresso, a Câmara dos Deputados paralisou votações em solidariedade à deputada Luizianne Lins. Nas ruas, manifestantes realizaram vigílias, como a ocorrida em São Paulo, no espaço Al Janiah, exigindo a libertação dos detidos e cobrando que o Brasil rompa relações comerciais com Israel.
Deputados como Sâmia Bomfim, Guilherme Boulos e Erika Hilton (PSOL) acionaram o Itamaraty exigindo providências imediatas. “Pedimos ao governo brasileiro que atue diplomaticamente para garantir a liberdade imediata dos integrantes da flotilha e que possam retornar em segurança ao Brasil”, afirmaram.
O governo Lula repudiou formalmente a ação israelense e divulgou posicionamento oficial:
"O governo brasileiro acompanha com preocupação a interceptação pela marinha israelense de embarcações da ‘Flotilha Global Sumud’, que contam com presença de cidadãs e cidadãos brasileiros, incluindo parlamentares.
Diante das primeiras notícias de detenção de nacionais brasileiros a bordo de embarcações da flotilha, entre eles a deputada federal Luizianne Lins, o Brasil recorda o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e ressalta o caráter pacífico da flotilha.
O governo brasileiro deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas.
Reitera, nesse contexto, exortação pelo levantamento imediato e incondicional de todas as restrições israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em consonância com as obrigações de Israel, como potência ocupante, à luz do direito internacional humanitário.
A Embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato permanente com as autoridades israelenses, de modo a prestar a assistência consular cabível aos nacionais, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Consulares."
Fonte: Revista Fórum
SUBIU O TOM
GRATUIDADE IDOSO
AJUDA A AFETADOS PELAS CHEIAS
TRAGÉDIA
ACIDENTE
TENSÃO COMERCIAL