ALIMENTAÇÃO
Teresinha
07 de maio de 2020 às 11:32
Apesar da crise instaurada com a chegada do novo coronavírus ao Brasil, há empreendimentos que seguem sendo inaugurados. Esse é o caso do restaurante do chef Luiz Filipe Souza, que foi aberto no final de março, quando as medidas de distanciamento começaram a vigorar. Por enquanto, o estabelecimento opera apenas com entregas de pedidos. "O normal, até antes da quarentena, era começar com a operação do salão e só depois pensar no delivery. Dessa vez, tivemos que fazer o contrário", conta.
A situação também fez com que negócios específicos fossem abertos, como é o caso dos restaurantes que, mesmo com o final da pandemia, irão funcionar apenas por delivery, sem qualquer intenção de abrir as portas. Assim, empresários precisam reinventar a forma como os negócios são feitos para conseguir obter êxito nas contas neste período.
Para Fernanda Moonerat, diretora de microempresas do Serasa, é tempo de apostar em novos planejamentos estratégicos. "Mostrar os seus produtos e serviços nas mídias sociais, nos aplicativos, nos deliverys, nos marketplaces. E outros modelos de negócios, onde os clientes podem pagar agora e usar depois, empacotar produtos e serviços com descontos ou sugerir até algum tipo de assinatura", disse.
O mesmo vale para as empresas abertas anteriormente à crise. De acordo com levantamento realizado pelo Serasa Experian, apenas em janeiro de 2020, o país registrou mais de 320 mil empresas abertas, o que representou um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado e 73,6% se comparado a dezembro de 2019
Esse foi o maior índice registrado desde o início da apuração, em 2010. "Há uma demanda maior de novos negócios no início do ano, uma tendência natural pela queda da atividade durante as festas de fim de ano. Mas este ano ainda tivemos um alto nível de desemprego, o que fez as pessoas abrirem negócios e se formalizarem para terem recursos financeiros", afirmou Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.
Entre os novos negócios, os microempreendedores individuais (MEIs) representam 80,6% do total. Outra categoria que também cresceu foi a de sociedade limitada, que registrou um aumento de 78,8% no período. A região Norte também se destacou, com mais de 15 mil novas empresas – o local foi o que mais registrou aberturas, com 33% do total.
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