Brasil

RESTAURAÇÃO

Relógio histórico do século XVII volta ao Planalto após restauro internacional

Peça de Balthazar Martinot, vandalizada em 2023, será reintegrada durante cerimônia especial

Isaac

07 de janeiro de 2025 às 10:49


Relógio de Balthazar Martinot retorna ao Planalto após dois anos
Relógio de Balthazar Martinot retorna ao Planalto após dois anos

Após dois anos de intensos trabalhos de restauração, o relógio histórico do século XVII, vandalizado durante os ataques golpistas ao Palácio do Planalto em janeiro de 2023, foi devolvido à sede do Executivo nesta terça-feira (7). Criado pelo renomado relojoeiro francês Balthazar Martinot, a peça será oficialmente reintegrada ao acervo do Planalto nesta quarta-feira (8), em evento que marcará os dois anos dos atos de destruição das sedes dos Três Poderes.

A obra, um presente da Corte Francesa ao rei Dom João VI em 1808, chegou ao Brasil com a família real portuguesa. Com estrutura feita de casco de tartaruga e ornamentações em bronze raro, o relógio é um dos dois exemplares conhecidos do artista, que foi relojoeiro oficial do rei Luís XIV, da França.  

O restauro da peça foi realizado em parceria com o governo da Suíça e supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A equipe contou com dez restauradores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que também trabalharam na recuperação de outras obras danificadas durante os ataques, como As Mulatas, de Di Cavalcanti; O Flautista, de Bruno Giorgi; e Galhos e Sombras, de Frans Krajcberg.  

A devolução do relógio simboliza não apenas a preservação do patrimônio histórico brasileiro, mas também um esforço internacional de cooperação para resgatar parte do acervo cultural destruído nos atos de vandalismo. Segundo o governo brasileiro, a cerimônia de reintegração das obras será acompanhada de discursos sobre a importância da memória histórica e da proteção da democracia.  

Antônio Cláudio Alves Ferreira, o responsável pelo ato de vandalismo contra o relógio, foi condenado a 17 anos de prisão por sua participação na invasão do Planalto.

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Fonte: Brasil 247



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