TERRORISMO
Elaine
26 de agosto de 2024 às 08:44
Nesse último final de semana, uma onda de incêndios vem tomando parte do Brasil em uma ação criminosa coordenada. Os focos de incêndios estão principalmente no estado de São Paulo, que declarou emergência após cenário caótico e devastador nas vegetações. Apesar da melhora significativa no avanço dos focos de incêndio, nesse domingo (25), o alerta foi mantido por cerca de 50 cidades paulistas pelas autoridades.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil informou que 21 cidades no interior de São Paulo estão enfrentando focos ativos de incêndio. Diante da gravidade da situação, o governo está intensificando os esforços para controlar as chamas na região. As imagens divulgadas pela mídia e pelos cidadãos nas redes sociais revelam um cenário triste, com um céu completamente encoberto por uma espessa camada de fumaça escura. A situação é agravada por alertas de possíveis chuvas ácidas e tempestades de poeira resultantes das queimadas.
Nesta semana, as investigações da Polícia Federal estarão focadas em identificar as causas por trás do aumento incomum de incêndios no estado, como observado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. No último fim de semana, pelo menos duas pessoas foram presas sob a suspeita de incêndios criminosos, incluindo um homem em Batatais (SP) que, segundo a polícia, possuía vídeos em seu celular comemorando a propagação das chamas.
As consequências são graves: centenas de casas foram evacuadas, várias estradas e rodovias estão bloqueadas, e milhares de pessoas ficaram impedidas de chegar aos seus destinos. Além disso, as autoridades enfrentam o desafio urgente de ajudar famílias e produtores rurais afetados pelos incêndios, que já devastaram cerca de 20 mil hectares, de acordo com a Defesa Civil do estado.
Em relação à qualidade do ar, a situação também é alarmante. O domingo começou com um ar extremamente poluído devido à combinação de fumaça e umidade reduzida, que caiu abaixo dos 20%. A situação acabou por elevar a concentração de micropartículas respiráveis (MP10) a níveis perigosos, comprometendo a saúde das pessoas e aumentando a demanda por atendimento médico devido a problemas respiratórios.
"Essas partículas são tão pequenas que podem entrar nos pulmões e na corrente sanguínea, afetando diversos órgãos", explica Lúcia Campos, professora de química ambiental da USP de Ribeirão Preto. No final da tarde de sábado (24), em Ribeirão Preto, a concentração dessas partículas saltou de 148 para 1.000 microgramas por metro cúbico entre 17h e 19h, segundo a Companhia Ambiental do Estado (CETESB).
A professora Campos observa que a qualidade do ar piorou drasticamente, passando de "muito ruim" para "péssima", devido a combinação de incêndios na semana, o estado do solo e as partículas provenientes dos novos focos de incêndio e pelos ventos associados à aproximação de uma frente fria. "Nunca vi uma situação tão grave. Foi uma combinação infeliz de circunstâncias", conclui.
Fonte: IstoÉ, G1
SUBIU O TOM
GRATUIDADE IDOSO
AJUDA A AFETADOS PELAS CHEIAS
TRAGÉDIA
ACIDENTE
TENSÃO COMERCIAL