Brasil

Protesto com bomba acaba treino do Flamengo

Piauí Hoje

Teresinha

05 de agosto de 2008 às 04:08


Alguns torcedores do Flamengo trocaram a impaciência pela violência. Nesta terça-feira, cerca de trinta pessoas foram ao treino para protestar pelo mau momento da equipe no Brasileirão. Mas o manifesto, que parecia pacífico, acabou em vandalismo.Aos gritos, a torcida pedia mais vontade ao time: "Para jogar no Flamengo, tem que ter disposição". Os jogadores já participavam do rachão, quando os rubro-negros invadiram o local de treinamento, na Gávea, ofendendo os atletas e exigindo uma conversa com todo o grupo.Em seguida, atiraram uma bomba sobre o elenco. O lateral-esquerdo Egídio quase foi atingido e chegou a cair no gramado. O jogadores interromperam a atividade imediatamente e reagiram. O volante Ibson xingou os agressores e foi contido por Jônatas.O lateral-esquerdo Juan, muito nervoso, saiu de campo e entrou no vestiário chutando a porta:- Estão de sacanagem. Isso não existe - gritava.Torcedores protestam com violência Com o clima um pouco mais calmo, o zagueiro Fábio Luciano e o goleiro reserva Diego se reuniram com os torcedores para tentar acalmar a situação. Em seguida, alguns líderes de torcida e jogadores se reuniram para uma conversa na sala do departamento de futebol do rubro-negro.Depois das cenas de conflito, a situação aparentemente foi contornada. De banho tomado, Ibson e Leo Moura foram conversar com o grupo de manifestantes. Fábio Luciano foi o único a dar entrevistas.- Serve como aprendizado. Eles colocaram o sentimento e isso vai fortalecer ainda mais o grupo. A bomba foi um fato isolado - diz o capitão.Segundo ele, a invasão poderia ter conseqüências graves se não houvesse a reunião depois.- Se não houvesse a conversa poderia interferir no nosso trabalho. As imagens vão repercutir, mas está tudo certo - diz Fábio Luciano.Do lado dos torcedores, o discurso também era de paz. Eles reafirmaram o desejo do título brasileiro e garantiram apoio irrestrito no jogo de sábado, contra o Atlético-PR, no Maracanã.Um nanico e um giganteO Flamengo aposta numa força-tarefa importada das margens do Rio da Prata para se recuperar. Depois da queda abrupta na tabela do Brasileirão e da dificuldade para repatriar os compatriotas Vagner Love e Felipe, a diretoria rubro-negra recorre à força dos vizinhos Argentina e Uruguai.Para o meio-campo, o nome escolhido é o do argentino Leandro Gracián, que completa 26 anos no próximo dia 6. Depois de destacar-se no Velez Sarsfield, o pequeno apoiador, de 1,70m, foi vendido ao Monterrey-MEX, e estava no Boca Juniors desde 2007. Porém, no principal clube argentino teve poucas chances e foi colocado de lado pelo técnico Carlos Ischia. A chegada dele pode resolver uma das carências mais flagrantes do time comandado por Caio Júnior: a armação de jogadas.O acerto com o uruguaio Richard Morales está ainda mais próximo. O atacante, de 1,96m, tem uma reunião marcada com o presidente do Nacional, Ricardo Alarcón, para comunicar-lhe do acerto com o Fla. Afastado do "Bolso" desde a expulsão no clássico contra o Peñarol, no início de julho, o gigante tem contrato até o fim deste ano, mas há um acordo para liberá-lo em caso de proposta vantajosa.Na primeira fase da Taça Libertadores de 2008, "El Chengue" marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 do Nacional sobre o Flamengo, em Montevidéu. Na ocasião, os jogadores brasileiros ficaram impressionados com o porte físico do adversário e deram o aval para a sua contratação.

Fonte: Globo Esporte



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