GREVE
Elaine
15 de abril de 2024 às 11:53
A partir desta segunda-feira (15), professores de universidades, centros de educação tecnológicas e institutos federais de todas as regiões do Brasil entrarão em greve por tempo indeterminado. Eles estão pedindo um aumento salarial de 22%, dividido em três parcelas iguais de 7,06% - a primeira ainda para este ano e as demais para 2025 e 2026.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) argumenta que, além do aumento salarial, é necessário investir em instituições federais de educação, devido à diminuição desses investimentos no governo anterior, sob Jair Bolsonaro (PL).
A sala de aula na Universidade Federal do Paraná (UFPR), uma das instituições que começará a greve na segunda-feira (15), está preparada com cadeiras e mesas para os estudantes.
Gustavo Seferian, presidente da Andes e professor de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou que “precisamos de uma reestruturação da carreira docente e de revogar uma série de medidas restritivas de direitos, de caráter regressivo, que foram implementadas nos últimos anos, de natureza previdenciária, que retiraram direitos e afetam diretamente a aposentadoria, medidas que inibem o exercício do direito de greve, entre outras”.
Segundo o sindicato, três instituições associadas já pararam suas atividades. Na segunda-feira, outras 17 entrarão em greve. Cinco anunciaram indicativos de greve (com previsão de paralisação) e oito estão em estado de greve (alerta de que podem entrar em greve).
O Ministério da Educação (MEC) informou em nota que suas equipes têm participado da mesa nacional de negociação, das mesas específicas de técnicos e docentes instituídas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da mesa setorial que trata de condições de trabalho.
“O MEC tem feito todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação, mantendo um diálogo franco e respeitoso com as categorias. No ano passado, o governo federal promoveu um reajuste de 9% para todos os servidores”, diz a nota do governo Lula (PT).
A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, além das 69 universidades, é composta por institutos, Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) no RJ e MG, escolas técnicas vinculadas às universidades, o Colégio Pedro 2º e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Os professores estão se juntando ao movimento iniciado pelos servidores técnico-administrativos em educação no dia 11 de março, com a participação de trabalhadores de 50 universidades e quatro institutos. A categoria pede a reestruturação do plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação, incluindo a recomposição salarial.
A Andifes, que representa os dirigentes de 69 universidades e dois centros de educação tecnológica, afirma que a “greve é um direito constitucional garantido aos trabalhadores e as seções sindicais e os servidores têm autonomia para deliberar quanto à participação no movimento”.
Fonte: Folha de S.Paulo
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