Piauiense de Teresina, Herbert Parente é morador do Rio desde os 14 anos. E se diz um carioca nato. Casado com uma mineira, também amante da Cidade Maravilhosa, o comerciante segue uma herança familiar. A loja era do pai e, desde 1969, é localizada no posto 6. Formado em administração, ele hoje trabalha com um dos dez irmãos na loja, que recebe cerca de cem fregueses diariamente. O mais velho dos irmãos, Parente diz que trabalha desde os 8 anos de idade, tem “tradição de roça” e, já aos 13 anos, cuidava sozinho de um curral. Parente tem três filhas, já encaminhadas. Uma delas, que mora nos Estados Unidos, chegou a ver o pai pela TV Globo Internacional.
Herbert foi quem ao ouvir no rádio a notícia sobre a pichação da estátua de Carlos Drummond de Andrade, ocorrida na madrugada de Natal, não pensou duas vezes. Pegou thinner — espécie de solvente —, estopa, flanela e pincel e caminhou pelas ruas de Copacabana em direção ao monumento, no posto 6 da praia, na Zona Sul do Rio. Os produtos já estavam à mão, já que Parente é dono de uma loja de material de construção. O caminho era razoavelmente curto, pois ele mora na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.