Brasil

Pessoas intolerantes ao glúten podem ser 2 milhões muitas sem diagnóst

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Teresinha

29 de abril de 2015 às 21:04


No terceiro domingo de Maio comemora-se no Estado de São Paulo, o Dia do Celíaco. De acordo com dados da Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil), estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca, ou seja, aproximadamente 7 milhões de pessoas.

No Brasil, os resultados dos estudos realizados em algumas regiões mostraram que a prevalência de Doença Celíaca é semelhante à encontrada em países desenvolvidos, variando de 0,15 a 1,94% da população. Este número pode chegar a 2 milhões de indivíduos, mas a maioria deles ainda sem diagnóstico.

Doença Celíaca é uma doença autoimune desencadeada pela ingestão do glúten. É caracterizada pela inflamação da mucosa do intestino delgado e pode causar a diarreia crônica, prisão de ventre, anemia, emagrecimento ou obesidade, atraso no crescimento, alteração de humor, distensão e dor abdominal, aftas, osteoporose ou osteopenia.

O único tratamento para a doença celíaca é seguir uma dieta, por toda a vida, sem alimentos que contenham glúten, como trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos, alguns alimentos industrializados, entre outros. De acordo com a nutricionista da Vitalin Alimentos, Alline Schunke, o celíaco pode voltar a ter qualidade de vida, sem sintomas, desde que siga a dieta restritiva. Além de excluir o glúten, é preciso ficar atento ao rótulo dos alimentos, porque pode haver o risco de contaminação cruzada se ele for processado em um mesmo lugar com ingredientes que tenham glúten. Essa contaminação pode ocorrer pelo maquinário, utensílios ou por funcionários que trabalhem na linha de produção desses alimentos”, alerta a nutricionista. Existem alguns produtos como, por exemplo, o achocolatado em pó, café solúvel, chicletes e sopas, que possuem esses cereais em sua composição e muitas vezes passam despercebidos.

O mercado de alimentos saudáveis está se preparando para atender a este público de maneira mais eficiente com maior diversidade. Segundo pesquisa da Revista American Dietetic Association (2011), registra-se um aumento no consumo de produtos sem glúten de 2,6 bilhões em 2010 para 5 bilhões em 2015. Entre os consumidores, 55% gastam 30% 30% ou mais de seu orçamento em alimentos sem glúten.

Em 2015 já foram lançados alguns produtos importantes para os celíacos e pessoas sensíveis ao glúten. Mas ainda devem chegar ao mercado vários outros produtos e suplementos alimentares. O Gluten Free, evento organizado pela E4 Comunicação & Marketing, em Julho, apresentará a profissionais da saúde e formadores de opinião, diversas marcas e lançamentos, além de promover a discussão de assuntos relacionados à doença. Veja abaixo alguns lançamentos de 2015.

Fonte: assessoria



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