POLÍCIA NO ANDAR DE CIMA
Luiz Brandão
27 de novembro de 2025 às 12:18 ▪ Atualizado há 1 mês
O empresário e lobista Jonathas Assunção, ex-secretário-executivo da Casa Civil sob comando de Ciro Nogueira no governo Bolsonaro, é um dos alvos da megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (27) contra o Grupo Refit e dezenas de empresas do setor de combustíveis, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do Globo.
A ação apura um esquema de fraude fiscal bilionário e cumpre, contra ele, um mandado de busca e apreensão. Assunção atua como executivo da Refit. O grupo é acusado de causar um rombo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal.
Sua trajetória na política envolve cargos estratégicos: além de ter sido o número 2 da Casa Civil, sua esposa foi nomeada por Ciro Nogueira para um posto de R$ 13 mil no Ministério de Minas e Energia.
Jonathas também foi chefe de gabinete do general Walter Braga Netto — hoje preso pela trama golpista — e chegou a ser testemunha indicada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo do golpe de Estado.
Em 2022, Assunção ainda foi eleito para o Conselho de Administração da Petrobras após ter o nome inicialmente recusado. Nos bastidores do Congresso, ficou conhecido como o “gerente” do orçamento secreto.
A megaoperação Poço de Lobato
A operação Poço de Lobato mobiliza mais de 600 agentes públicos em seis estados e no Distrito Federal e cumpre 190 mandados contra o Grupo Refit — atual Grupo Fit — e empresas associadas.
O conglomerado, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor contumaz do país: maior devedor de ICMS de São Paulo, segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União.

De acordo com as investigações, o esquema operava “do porto ao posto sem pagar imposto”, articulando fraude aduaneira, sonegação de ICMS, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por meio de holdings, offshores, fintechs, meios de pagamento e fundos de investimento.
As ações desta quinta-feira ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal.
Fonte: Brasil 247
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