Brasil

McLaren, de Hamilton, vai recorrer da decisão que garantiu título a Ra

Piauí Hoje

Teresinha

22 de outubro de 2007 às 03:10


A McLaren anunciou que vai recorrer da decisão dos comissários do Grande Prêmio do Brasil, última prova do Mundial de Fórmula 1, que decidiram não punir as equipes BMW Sauber e Williams, o que confirmou o título do finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari), informa hoje a "BBC".A equipe britânica tenta com isso garantir o título para o inglês Lewis Hamilton, favorito para a conquista, mas que terminou na sétima posição em Interlagos, o que deu a Raikkonen seu primeiro Mundial.Após a corrida, os comissários do GP Brasil inspecionaram os carros das duas equipes, que acabaram à frente de Hamilton, em busca de irregularidades.A McLaren notificou na noite de domingo a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre sua intenção de recorrer deste veredicto.Os representantes de BMW Sauber e Williams foram chamados para acompanhar o processo, que foi iniciado em razão da temperatura do combustível de seus quatro carros durante a corrida, já que foi comprovado ao término da prova que ela estava entre 23 e 25 graus.Segundo as normas da Fórmula 1, a temperatura da gasolina dos carros não pode ser mais de 10 graus centígrados inferior à temperatura ambiente, que hoje era de 37 graus em São Paulo.Esta norma existe porque quanto mais frio o combustível estiver, maior será o rendimento dos motores.O alemão Nico Rosberg acabou em quarto com a Williams, enquanto o polonês Robert Kubica e Nick Heidfeld, também da Alemanha, terminaram em quinto e sexto com a BMW Sauber.O japonês Kazuki Nakajima, outro piloto da Williams, foi décimo.Se os carros fossem desclassificados, Hamilton ficaria com o Mundial de Pilotos, pois subiria para a quarta posição e passaria o finlandês Kimi Raikkonen e sua Ferrari na pontuação geral.A "BBC" divulga declarações do ex-campeão Mundial Damon Hill para acusar os comissários de agir com dois pesos e duas medidas.Hill, campeão em 1996, considera que a McLaren foi prejudicada em mais de uma ocasião pela FIA, enquanto outras equipes saíram impunes."Se voltarmos ao começo da temporada, o argumento da McLaren era de que a Ferrari venceu a primeira prova usando um mecanismo que mais tarde foi descoberto como ilegal pela FIA", afirmou o inglês."Compreendo que alguns graus de temperatura no combustível possam ser vistos como tão insignificantes que não haveria nenhuma diferença", disse Hill."Mas estamos falando de diferenças tão pequenas na Fórmula 1 que há de ter um limite no qual ou você está de um lado ou do outro", concluiu o inglês.

Fonte: Estadao



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