Brasil

VAZA JATO

Inquérito do STF sobre as fake news chega em ex-valentão da Lava Jato

Diogo era uma espécie de orientador e relações públicas dos lavajateiros; uso do cargo público para autopromoção

Luiz Brandão

26 de setembro de 2019 às 11:52


A autopromoção da Lava Jato em outdoor
A autopromoção da Lava Jato em outdoor

O valentão procurador da Lava Jato, Diogo Castor de Mattos, não aguentou o primeiro arrocho. Ele era um dos que defendia todos meios para prender Lula e fez o que pôde para ajudar o ex-juiz Sérgio Moro condenar o ex-presidente.

Ele era um dos que gostava de aparecer na TV e posava como homem de bem e dono da verdade. Mas foi só o nome dele aparecer nas gravações vazadas pela Vaza Jato que imediatamente entrou de licença médica, saiu da Lava Jato e sumiu.

Agora, Dom Diogo não quer nem saber de falar para imprensa e muito menos aparecer na TV. Parece que o valentão só era bom e corajoso por trás do Whatsapp e do Telegram, como a maioria dos colegas dele.

Mas não adiantou sumir, porque agora, o STF, chegou nele. No inquérito que o presidente do STF, Dias Tofolli, mandou abrir para apurar fake news contra ministros da côrte, Diogo aparece como autor do pagamento do outdoor colocado numa avenida de Curitiba elogiando a Lava Jato.

Claro que a foto dos procuradores estavam no enorme cartaz de autopromoção que Diogo Mattos pagou. O outdoor foi só um dos muitos apelos por mídia pagos para enaltecer Moro, Deltran Dallagnol e a Lava Jato.

A vaidade e ânsia pela fama já levou muita gente aí buraco. Sabe-se lá se nessa gana por mídia e apoio não teve dinheiro sujo pelo meio. Isso só o inquérito pode dizer. O que se pode afirmar agora e que, pelo jeito, os lavajateitos mais afoitos vão cair um a um, como manga pôdre.



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