Brasil

Greve de jornalista é encerrada com acordo de 30% de aumento do salári

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Teresinha

02 de outubro de 2013 às 20:10


hegou ao fim na noite da última sexta-feira, 27, a paralisação dos jornalistas do Diário do Pará e do Diário Online, veículos mantidos pelo Grupo RBA de Comunicação, empresa controlada pela família do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Os profissionais da imprensa reclamavam dos baixos salários, média de R$ 1.000. A greve chegou ao fim com o acerto para o aumento de R$ 30% sobre os vencimentos de cada colaborador.

Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA), Sheila Faro afirmou que os profissionais do estado mostraram força e valor com a paralisação das atividades. “Saímos vitoriosos desta luta. Mostramos para o Brasil que só com a união e a força da categoria conseguiremos assegurar nossos direitos. Há vinte seis anos não se via uma manifestação desta magnitude. Os jornalistas paraenses mostraram seu verdadeiro valor”.

O acordo dos jornalistas com a direção do Grupo RBA já foi assinado. O documento assegura que os repórteres e demais colaboradores das redações da empresa passem a ganhar R$ 1.300 (válido somente para os que recebiam R$ 1.000) a partir desta terça-feira, 1° de outubro. O sindicato local informa, ainda, que o acerto entre as partes prevê que o piso da equipe de redação do Grupo RBA passe a ser de R$ 1.500 a partir de março do ano que vem.

“Fizemos dois protestos em frente à empresa, mas os jornalistas queriam mais e decidiram pela greve. Tudo isso servirá de parâmetro para as futuras negociações com os jornalistas que trabalham em outros veículos de comunicação. Mais uma vez a história comprova que só existe vitória por meio da união. Jornalista vale mais”, comemora a presidente do Sinjor-PA, ao comentar que a ação mostrou à sociedade os problemas enfrentados pelas redações do país.

A greve dos jornalistas teve duração exata de uma semana. A paralisação foi anunciada com dois dias de antecedência. “Estamos buscando o apoio da imprensa nacional para chamar atenção para o caso. Cerca de 90% dos funcionários estão apoiando a causa”, disse um dos manifestantes. Na ocasião, o diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, definiu o movimento como resultado de “motivações políticas”.

Fonte: comunique-se



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