Brasil

Descobertas de gás e petróleo não trafegam pela internet, afirma Graça

Audiência Senadores Estados Unidos Petrobras Graça Foster

Teresinha

18 de setembro de 2013 às 15:09


Graça Foster, presidente da Petrobras
Graça Foster, presidente da Petrobras
 A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, esclareceu aos senadores, em audiência pública, que não trafegam pela internet informações que a empresa transfere à Agência Nacional de Petróleo (ANP) envolvendo dados geofísicos de “perfilagem de poços” referentes a indícios da existência de petróleo e gás nas bacias pesquisadas. Segundo ela, essas informações são passadas sistematicamente para a agência, mas para isso são usados DVDs e CDs, entre outros meios físicos.

- Nós entregamos os dados em mãos, ou seja, esses dados não transitam pela internet de forma alguma – garantiu.

Quase que simultaneamente, acrescentou ela, a empresa comunica ao mercado a descoberta dos indícios. Graça Foster também disse que os mesmos meios são utilizados quando se trata do envio das informações a respeito da conclusão das pesquisas em cada poço. Porém, conforme explicou, o material transferido envolve apenas dados físicos, e não as interpretações e análises feitas por equipes qualificadas da empresa que respondem, conforme disse, pela “arquitetura do conhecimento”.

A presidente da Petrobras prestou o esclarecimento antes de começar a responder aos questionamentos dos senadores na audiência destinada a examinar o grau de segurança das informações estratégicas da empresa, alvo de denúncias de espionagem pelo governo dos Estados Unidos. Graça Foster observou ainda que a Petrobras atua em 21 países, mantendo comunicações com as unidades internacionais, no caso de informações estratégicas, por meio de circuitos dedicados alugados de concessionárias públicas de telefonia e com base em sistemas criptografados fornecidos por três empresas, todas elas americanas (Sofus, Cisco e Juniper).

Graça Foster destacou ainda os cuidados com a proteção das comunicações por email, dos servidores e das estações de trabalho individuais, com assistência ao longo das 24 horas, todos os dias.

Segundo ela, esse é um trabalho “exaustivo”

- Os ataques [cibernéticos] existem, as tentativas existem, e os sistemas se protegem continuadamente, com pesadíssimos investimentos – afirmou.

Fonte: Senado Federal



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