ELEIÇÕES 2026
Redação
22 de maio de 2026 às 16:25 ▪ Atualizado há 1 hora
A primeira pesquisa Datafolha realizada após o escândalo das mensagens vazadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aponta um cenário de isolamento para o presidente Lula (PT) na corrida presidencial de 2026.
No principal cenário testado para o primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A vantagem do petista, que era de apenas 3 pontos no levantamento feito na semana anterior (38% a 35%), saltou para 9 pontos percentuais, refletindo o impacto imediato da reportagem do site The Intercept Brasil — que revelou pedidos de apoio financeiro de Flávio a Vorcaro para a produção de um filme biográfico sobre o clã Bolsonaro.
O Datafolha também testou a viabilidade eleitoral da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como alternativa da direita. No cenário sem Flávio, Lula lidera com folga e atinge 41% das intenções de voto, enquanto Michelle herda apenas 22%.

A saída de Flávio do tabuleiro pulveriza os votos da oposição moderada, fazendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), subir para 6%, seguido de perto pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%.
O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 20 e 22 de maio, operando com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em uma eventual simulação de segundo turno, Lula vence Flávio por 47% a 43%, um empate técnico no limite da margem.
Rejeição estratosférica e o teto do "conhecimento" dos candidatos
O calcanhar de Aquiles dos dois líderes da pesquisa continua sendo os índices de rejeição. Flávio Bolsonaro lidera o quesito mais amargo do levantamento: 46% dos brasileiros afirmam que não votariam no senador "de jeito nenhum".
Lula aparece colado, com 45% de rejeição consolidada, desenhando um país ainda profundamente polarizado. M
ichelle Bolsonaro corre por fora com 31% de veto eleitoral, enquanto nomes do centro-direita como Zema (18%) e Caiado (15%) mantêm taxas de rejeição bem mais baixas, indicando teto para crescimento caso consigam furar a bolha do desconhecimento público.
O gráfico de recall da pesquisa justifica a centralização do debate. Lula é uma figura amplamente consolidada, sendo "muito bem conhecido" por 65% do eleitorado nacional. Já os herdeiros políticos do bolsonarismo ainda lutam para nacionalizar suas imagens de forma profunda: apenas 34% dos entrevistados dizem conhecer muito bem Flávio Bolsonaro e 27% têm o mesmo nível de familiaridade com Michelle.
Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem nas lanternas de exposição nacional, sendo conhecidos de perto por meros 11% e 13% do público, respectivamente, o que explica a dificuldade de ambos em ultrapassar a barreira dos 5% nas intenções de voto espontâneas e estimuladas neste início de pré-campanha.
Fonte: g1
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