LÍDER DO PCC
Da Redação
21 de maio de 2026 às 09:57 ▪ Atualizado há 3 horas
A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, ocorrida nesta quinta-feira (21) em São Paulo, inseriu a famosa no organograma de investigação da Operação Vérnix, que mira o núcleo duro de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. A ação penal coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que Deolane operava em uma espécie de franja financeira do esquema de lavagem de dinheiro comandado pela família do líder máximo do Primeiro Comando da capital - PCC.
A análise bancária realizada pelos investigadores identificou uma série de transferências fracionadas e depósitos suspeitos nas contas da influenciadora entre os anos de 2018 e 2021, período que coincide com a reestruturação dos negócios lícitos de fachada criados pela cúpula criminosa.

De acordo com os autos do MPSP, os repasses destinados a Deolane Bezerra somaram perto de R$ 700 mil e eram pulverizados para não acender os alertas dos órgãos de controle fiscal. Parte considerável desse dinheiro teria sido enviada por um homem residente na Bahia que, apesar de constar como trabalhador de salário mínimo, operava como "laranja" da transportadora de cargas de Presidente Venceslau — empresa de logística apontada pelo MPSP como o principal duto para branquear o capital da família de Marcola.
Diante da falta de declaração formal desses valores, a Justiça determinou o congelamento de R$ 27 milhões das contas de Deolane e confiscou automóveis de luxo de sua frota particular.
A defesa da influenciadora e advogada, que teve o nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol enquanto passava as últimas semanas em Roma, na Itália, nega qualquer ligação com atividades faccionadas ou com o grupo de Marcola. Contudo, os promotores sustentam que a teia de transferências rastreada conecta diretamente as contas bancárias da advogada à mesma engrenagem financeira gerida por Everton de Souza, o “Player”, operador técnico do PCC que coordenava as contas correntes de Alejandro, Paloma e Leonardo Camacho (respectivamente irmão e sobrinhos de Marcola).
Os mandados de busca cumpridos no escritório e nas residências de Deolane em Barueri agora buscam documentos e mídias digitais para determinar a profundidade e a natureza jurídica da relação mantida com o clã do principal chefe da facção.
Fonte: Metrópoles
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