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Confira dicas sobre o parto normal e a cesárea

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Teresinha

09 de julho de 2015 às 23:07


Mãe de 51 anos empresta barriga para filha ter gêmeas, em Santa Helena, Goiás
Mãe de 51 anos empresta barriga para filha ter gêmeas, em Santa Helena, Goiás
 Com os avanços de recursos, os partos cesáreos passaram a fazer cada vez mais parte da vida das brasileiras. Atualmente, no país, as cesarianas feitas por planos de saúde correspondem a 84,6%. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que esse número seja de 15%.



Com o intuito de fiscalizar melhor os médicos e hospitais, além de estimular a realização do parto normal, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, criou uma resolução com novas regras que passam a valer a partir desta semana na rede particular de saúde.



Porém, muitas mulheres ainda preferem as cesarianas por temerem o procedimento do parto normal. Um dos motivos é o medo da dor. De acordo com um estudo da Fiocruz, realizado com 24 mil gestantes, esse receio atinge a maioria das mulheres.



O ginecologista do Hospital San Paolo, centro hospitalar localizado na zona norte de São Paulo, Gilberto Nagahama, explica que raramente o parto normal não causará dor, mas há maneiras de minimizar a sensação.



“Existem diversos trabalhos que mostram que a dor do trabalho de parto pode, em algumas situações, ser aliviada por um bom acolhimento familiar e hospitalar. Em hipótese alguma, o incômodo é de origem psicológica, mas parece que há uma relação direta entre o estado emocional e o limiar da dor”, declara o médico.



Apesar desse ponto negativo, o profissional afirma que os bebês nascidos de parto normal têm uma tendência a serem mais saudáveis, caso não ocorra nenhuma intercorrência. De acordo com o Ministério da Saúde, a cesariana sem indicação médica pode aumentar 120 vezes os riscos dos problemas na respiração para o recém-nascido.



Outra grande diferença entre os dois tipos de procedimentos está relacionada ao período pós-parto. Nesse momento, as pacientes submetidas às cesarianas têm maior dificuldade na mobilidade e apresentam um aumento dos riscos ligados a qualquer cirurgia, como as hemorragias, infecções, anestesias, entre outros.



“A recuperação é o período em que o corpo da mãe e seus órgãos internos retornam ao estado anterior ao da gravidez. Esse fenômeno demora 42 dias. A grande diferença está nessa fase, que é mais delicada e dolorosa para as pacientes que foram submetidas ao parto cesárea”, diz Nagahama.



Contudo, o especialista afirma que a cesariana sempre será necessária quando a evolução do trabalho de parto aumentar o risco de resultados negativos para mãe ou bebê. “O melhor parto é aquele que oferece o menor risco. Ter uma família saudável é o nosso principal e único objetivo”, declara o médico.





Serviço

Hospital San Paolo

Rua Voluntários da Pátria, 2786 - Santana

Tel: (11) 3405-8200

www.hsanpaolo.com.br

Fonte: assessoria



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