Brasil

DENÚNCIA

CNJ pode afastar desembargador que absolveu homem de 35 anos por estupro de vulnerável

Após a decisão polêmica, o desembargador Magid Nauef Lauar foi acusando de assédio sexual, por um sobrinho e por uma mulher que trabalhou em sua casa

Por Maria Luíza

25 de fevereiro de 2026 às 18:04


Desembargador determinou a prisão imediata do homem e mãe da vítima
Desembargador determinou a prisão imediata do homem e mãe da vítima

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisa denúncias de assédio sexual contra o desembargador Magid Nauef Lauar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e pode pedir o afastamento do magistrado. A decisão ainda depende do avanço das investigações.

O Corregedor Nacional de Justiça confirma ao menos duas denúncias sob apuração.  Até o momento, o órgão analisa pelo menos dois relatos: um vindo de um sobrinho do magistrado e outro de uma mulher cuja mãe trabalhou na residência do desembargador.

As acusações ganharam força nas redes sociais após a repercussão da decisão de Lauar, em absolver um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12. 

O caso ocorre em um momento de endurecimento do CNJ contra desvios de conduta no Poder Judiciário. Recentemente, o conselho determinou a aposentadoria compulsória do desembargador  Orloff Neves Roch, em Goiás, por assédio, e mantém sob sindicância o ministro do Supremo Tribunal de Justiça - STJ, Marco Buzzi, por acusação semelhante. 

No caso de Magid Nauef, se as denúncias forem comprovadas, as sanções podem culminar na perda definitiva do cargo.