Brasil

Legislação e saúde

Certidão de nascimento poderá incluir informação sobre prematuridade de bebês

Da Redação

01 de maio de 2026 às 09:30

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  • O projeto de lei obriga a inclusão de informações sobre prematuridade na certidão de nascimento.
  • Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
  • Propõe alteração na Lei dos Registros Públicos para incluir dados de saúde dos bebês prematuros.
  • Cerca de 12% dos nascimentos no Brasil são prematuros, afetando 330 mil famílias anualmente.
  • Autora do projeto: Deputada Silvia Cristina (PP-RO).
  • Defende cuidados personalizados e acesso facilitado a direitos específicos.
  • Relatora: Deputada Maria Arraes (PSB-PE), que destacou o avanço em políticas públicas.
  • Aguarda análise do Senado ou poderá ir a votação no Plenário da Câmara.
  • Se aprovada em ambas as Casas, segue para sanção presidencial.

Certidão de nascimento
Certidão de nascimento

O projeto de lei que torna obrigatória a inclusão de informações sobre a prematuridade na certidão de nascimento avançou na Câmara dos Deputados e foi aprovado na  Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).  A medida visa alterar a Lei dos Registros Públicos para garantir que essa condição de saúde conste em documento oficial, facilitando o acompanhamento médico e o acesso a direitos específicos desde os primeiros dias de vida.

O projeto, de autoria da deputada Silvia Cristina (PP-RO), fundamenta-se na necessidade de um olhar personalizado para o desenvolvimento desses bebês. No Brasil, aproximadamente 12% dos nascimentos ocorrem antes das 37 semanas de gestação, o que coloca o país na 10ª posição do ranking mundial de prematuridade, atingindo cerca de 330 mil famílias todos os anos. “O registro oficial dessa condição permitirá cuidados personalizados desde o início”, defendeu a autora.

Relatada pela deputada Maria Arraes (PSB-PE), a proposta foi destacada como um avanço para o fortalecimento de políticas públicas integradas. "A proposta apoia a criação de políticas mais eficazes", pontuou a relatora em seu parecer. Como foi aprovada em caráter conclusivo pela comissão, a matéria segue agora diretamente para a análise do Senado Federal, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara. Caso aprovada em ambas as Casas, a proposta seguirá para sanção presidencial para se tornar lei.

Discussão e votação de propostas legislativas.
Deputada Maria Arraes, relatora do projeto de lei

Fonte: Agência Câmara