Brasil

Capitão Léo, presidente do Conselho Fiscal, derrubou Zico

Piauí Hoje

Teresinha

01 de outubro de 2010 às 03:10


Ele já foi chefe de torcida, vice-presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj) e candidato a presidência do Flamengo. Mas nunca Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, esteve tão em evidência. Conhecido pelo temperamento expansivo, o presidente do Conselho Fiscal se tornou o principal desafeto de Zico nos quatro meses em que o maior ídolo rubro-negro comandou o futebol do clube.Capitão Léo e controvérsia são termos próximos. Há duas semanas, o dirigente foi preso no Engenhão acusado de desacatar o policiamento - e dormiu 48 horas na cadeia. Na Gávea, sua lista de confrontos é extensa. Ele foi reeleito presidente do Conselho Fiscal em março - numa disputa contra Sebastião Pedrezzi em que não houve candidato da situação (a presidente Patrícia Amorim declarou que o cargo deveria ficar com a oposição por sua natureza).No ano passado, Léo foi protagonista de cena bizarra com com o então presidente Márcio Braga - por conta da aprovação das contas no Conselho Fiscal. Uma entrevista coletiva de Braga foi interrompida por Léo que, aos berros, dizia que não concordava com os números apresentados e dizia que o presidente era "mentiroso".A história do dirigente no Flamengo é extensa. Durante muito tempo, ele foi líder da Torcida Jovem do Flamengo - e nos anos 90 entrou para a política do clube. Formado em advocacia, fez contatos politicos e se tornou representante do Flamengo na Federação do Rio. Os contatos prosperaram e Léo ganhou um cargo ainda na gestão Eduardo Vianna (o Caixa D"Água). Até 2007 permaneceu em uma das inúmeras vice-presidências da Ferj - a de Controle Interno.No Flamengo, a força política do dirigente-torcedor também cresceu. Em 1999, ele foi um dos responsáveis pelo afastamento do ex-goleiro Gilmar Rinaldi (hoje agente de Adriano), que havia sido contratado como superintendente de futebol do clube.- Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político. Tinha jogador dando dinheiro para torcedor. eu me recusei e fui perseguido - disse Rinaldi na época.Atuações controversas no Conselho FiscalAinda em 1999, Léo foi um dos principais responsáveis pela aprovação das contas do então presidente Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal.- A Jovem Fla garantiu 32 dos 146 votos no Conselho - disse Léo na época.Edmundo foi reeleito com apoio das organizadas em 2000 para, pouco menos de dois anos depois, ser ejetado via impeachment. O poder político de Léo, porém, não diminuiu. Ele conseguiu ser eleito presidente do Conselho Fiscal na gestão Márcio Braga. Foi nesse posto que acabou questionando Zico, tornando-se um dos protagonistas da crise rubro-negra atual.

Fonte: Globo Esporte



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