Brasil

Brasil derrota a Tailândia por 3X0 e segue em busca de vaga para Olimp

Piauí Hoje

Teresinha

09 de novembro de 2007 às 02:11


KUMAMOTO (JAP) - Ciente de que o ponto average (divisão dos pontos marcados pelos pontos sofridos) é o primeiro critério de desempate no regulamento da Copa do Mundo 2007, a Seleção Brasileira adulta feminina de vôlei não deu chances para a Tailândia respirar, nesta SEXTA-FEIRA (09.11), na abertura da terceira fase. O resultado de 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/13 e 25/20, em 1h04 de disputa, mantém o Brasil na luta por uma das três vagas em jogo para as Olimpíadas de Pequim. A ponteira Paula Pequeno terminou como a principal pontuadora, com 16 acertos, enquanto a líbero Fabi recebeu o prêmio de melhor jogadora da partida.Neste SÁBADO (10.11), às 7h05 (de Brasília), novamente no Kumamoto Prefectural Gymnasium, a equipe verde-amarela tentará diante da também asiática Coréia do Sul conquistar a sexta vitória em sete jogos. A TV Globo e o canal Sportv transmitem.Em breve comentário após o jogo, Paula elogiou a postura brasileira. "Cada ponto vale ouro. Sabíamos que era importante fechar o mais rápido possível cada set. O time está de parabéns por ter valorizado cada jogada", explica a ponteira.A partir da inteligente distribuição da levantadora Fofão, as meios-de-rede Fabiana e Walewska também se destacaram na partida e fizeram 11 e 10 pontos, respectivamente. Fabiana, por sinal, conseguiu três pontos de saque e explica qual é a estratégia que tem usado neste fundamento."Cada saque depende do seu momento. Às vezes forço, outras vezes coloco um pouco de efeito. O mais importante é que tenho ajudado o time, que atuou muito bem nos dois primeiros sets. Na terceira parcial, o nível do passe caiu um pouco, mas logo em seguida recuperamos o ritmo", diz Fabiana.Assim como Paula, a central Wal ressaltou a importância da vitória por uma boa diferença de pontos. "Lutamos para vencer sofrendo o menor número de pontos possível. E conseguimos. Isto será fundamental na tabela de classificação", avalia a meio-de-rede, que até o momento em que foi substituída por Thaisa - no terceiro set - foi fundamental no bloqueio.Na vitória sobre as tailandesas, o técnico José Roberto Guimarães escalou a ponteira Sassá na vaga de Jaqueline, que se recupera de uma contratura na coxa direita. Após o jogo, o treinador aprovou o desempenho do time."As jogadoras atuaram concentradas do início ao fim e estiveram bem em todos os fundamentos. Especialmente no saque. Preferi poupar a Jaqueline, que sofreu uma contratura na coxa direita durante o terceiro set do confronto com os Estados Unidos. Na próxima partida, diante da Coréia do Sul, ela deverá retornar ao time. Adotamos essa estratégia, a fim de que ela possa estar atuando normalmente na quarta e última fase, na qual enfrentaremos adversários considerados mais difíceis (Itália, Sérvia e Japão)", diz.PRÓXIMOS DESAFIOS - Depois de enfrentar a Coréia do Sul, o Brasil encerrará a participação na terceira fase contra a República Dominicana, no DOMINGO (11.11), às 7h05 (de Brasília), no Kumamoto Prefectural Gymnasium. Em seguida, disputará a quarta e última fase da competição em Nagoya, nos dias 14, 15 e 16, contra Itália (3h05), Sérvia (1h35) e Japão (7h), respectivamente.REGULAMENTO - As 12 seleções jogam entre si em turno único. O sistema é de pontos corridos, ou seja, a que somar o maior número de vitórias será a campeã. As três equipes mais bem posicionadas garantirão vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. Caso duas ou mais equipes somem o mesmo número de vitórias, o primeiro critério de desempate será o ponto average (divisão dos pontos marcados pelos pontos sofridos). Se mesmo assim persistir o empate, o segundo critério será o set average (divisão dos sets vencidos pelos sets perdidos).FABI DEDICA PRÊMIO DE MELHOR JOGADORA DA PARTIDA PARA A SUA MÃEKUMAMOTO (JAP) - Mesmo antes de entra na quadra, a líbero Fabi já era a líder das estatísticas de recepção e defesa. Ao sair, feliz com a vitória, teve mais um motivo para comemorar: foi eleita a melhor jogadora da partida."Eu costumo sempre brincar com a Paula, a Sheilla e a Jaqueline, pedindo uma chancezinha de ganhar o prêmio também. Para elas, como atacantes, fica mais fácil. E desta vez, eu tinha um motivo especial: a minha mãe (Dona Vera) sofreu um infarto uma semana antes da viagem para a Copa do Mundo. Costumo dedicar os meus prêmios a ela. Agora está tudo bem e tenho falado com ela todos os dias", conta Fabi.Sobre a partida, a líbero ressalta que a equipe alcançou o objetivo traçado. "Sabíamos da fragilidade da Tailândia e a vitória foi importante. Nossa meta era fazer com que o adversário pontuasse o menos possível" , encerra Fabi.BRASIL ENFRENTA A CORÉIA DO SUL NESTE SÁBADOKUMAMOTO (JAP) - Depois de enfrentar a Tailândia na SEXTA-FEIRA (09.11), a Seleção Brasileira adulta feminina de vôlei realizará a sua sétima partida na Copa do Mundo 2007, desta vez contra a Coréia do Sul, neste SÁBADO (10.11), às 7h05 (de Brasília), no Kumamoto Prefectural Gymnasium, pela segunda rodada da terceira fase. A TV Globo e o canal Sportv transmitem o duelo.O jogo é válido pelo grupo B, que também contará com Cuba x República Dominicana (1h35) e Tailândia x Estados Unidos (4h05). Pela chave A, os duelos serão Itália x Quênia (3h05), Peru x Sérvia (5h35) e Japão x Polônia (8h30).Independentemente do adversário, a ponteira Paula diz que o Brasil deve continuar sacando bem e valorizando cada ponto."A Coréia do Sul tem uma característica parecida com a das tailandesas: uma média de altura menor se comparada ao padrão internacional. É um time que sabe usar tanto a parte técnica quanto a individual".Para a meio-de-rede Fabiana, é preciso ter atenção com o setor ofensivo e muita paciência para superar o defensivo do adversário. "No ano passado, jogamos contra elas e observamos que continuam defendendo bem. Além disso, têm um ataque mais forte do que o da Tailândia. Será uma partida difícil", afirma a central.HISTÓRICO - Brasileiras e sul-coreanas se enfrentaram pela primeira vez justamente na Copa do Mundo, em 1973, quando o Brasil foi derrotado por 3 sets a 0. Até o momento, as duas equipes duelaram 58 vezes e o time verde-amarelo venceu 38 jogos, um percentual de 65,52% de aproveitamento. As brasileiras ganharam 130 sets a perderam 90.Esta será a primeira vez este ano que as seleções estarão frente a frente. O último confronto foi em 2006, quando o Brasil ganhou por 3 sets a 0, em partida válida pelo Grand Prix, em Tóquio, Japão.Em Copas do Mundo, os times se enfrentaram seis vezes. São quatro vitórias brasileiras e duas sul-coreanas. A última vez que o Brasil perdeu para a Coréia do Sul foi no Grand Prix de 2003: 3 sets a 0. A ponteira Sassá esteve presente naquela partida.No domingo, as brasileiras terão pela frente a força das dominicanasDepois de enfrentar a Coréia do Sul, a Seleção Brasileira feminina enfrentará, neste DOMINGO (11.11), às 7h05 (de Brasília), no Kumamoto Prefectural Gymnasium, a República Dominicana, pela terceira rodada da terceira fase. As jogadoras alertam para a força do ataque adversário."É preciso ter atenção no bloqueio, já que a República Dominicana joga em velocidade e com muita força no ataque, principalmente pelas pontas. Lembra muito o estilo cubano", diz capitã e levantadora Fofão.Sassá endossa as palavras da companheira de equipe. "É um time alto e tem ponteiras fortes. Precisamos ter paciência e trabalhar bastante a bola para que elas errem", encerra a ponta.RETROSPECTO - Depois de se enfrentarem duas vezes na década de 70, uma no Mundial, em 74, e outra nos Jogos Pan-Americanos de 74 - as duas vitórias foram brasileiras por 3 sets a 0 -, as equipes só voltaram a jogar em 98, também no Mundial, no Japão, quando o Brasil venceu, mais uma vez, por 3 sets a 0.Na história dos confrontos entre as seleções são 19 jogos, com 15 vitórias brasileiras. Em 2007, brasileiras e dominicanas se enfrentaram duas vezes. A primeira foi nos Jogos Pan-Americanos e a segunda no Grand Prix. Nas duas ocasiões, duas vitórias por 3 sets a 0.No total, são 51 sets vencidos pelas brasileiras e 18 pelas caribenhas. A última derrota do Brasil para as dominicanas foi em 2004, na Copa Pan-Americana, em Mexicali, no México, por 3 sets a 2.KUMAMOTO recebeu o estatuto de cidade em 1889. Já em 2003, tinha uma população estimada em aproximadamente 600 mil habitantes, numa área total de 266,77 km². Uma das curiosidades é sobre o Castelo de Kumamoto, que começou a ser construído em 1600 e só foi terminado em 1607, tinha 29 portões e 49 torres, mas foi quase todo destruído em 1877 durante a Rebelião Seina, e parcialmente restaurado. Já o Museu de Arte da Província de Kumamoto exibe réplicas de túmulos antigos e objetos que eram dos clãs Kato e Hosokawa. O Jardim Suizen-ji existe desde 1632 e possui uma fonte no centro.EQUIPESBRASIL - Fofão, Sheilla, Paula Pequeno, Sassá, Fabiana e Walewska. Líbero: Fabi.Entraram: Natália, Thaisa e Fabíola.Técnico: José Roberto Guimarães.TAILÂNDIA - Paladsrichuay, Thinkaow, Sittirak, Apinyapong, Hyapha e Tomkom. Líbero: Buakaew.Entraram: Apinyapong, Khanan, Koijapo e Kanthong.Técnico: Nataphon Srisamutnak.NÚMEROS DO JOGOBRASILATAQUES - 42BLOQUEIOS - 12SAQUES - 3ERROS DO ADVERSÁRIO - 18TAILÂNDIAATAQUES - 28BLOQUEIOS - 4SAQUES - 1ERROS DO ADVERSÁRIO - 12ÁRBITROS: Peter Koncnik (ESL) e Jiang Liu (CHI)

Fonte: CBV



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