Brasil

IDHM brasileiro em alta

Brasil atinge maior índice de desenvolvimento humano

País alcança 0,805 no IDHM em 2024, entrando na categoria 'muito alto'.

Da Redação

26 de maio de 2026 às 13:39 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Brasil atinge pela primeira vez a categoria de "muito alto" no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) com 0,805 em 2024.
  • Em 2012, o índice era de 0,744, e a classificação varia de 0 a 1.
  • O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) destaca saúde, educação e renda, além de desigualdades de raça e gênero.
  • A educação avançou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024, com o Bolsa Família sendo um fator importante.
  • Políticas públicas são essenciais para reduzir desigualdades raciais e de gênero.
  • A saúde teve uma melhora de 0,829 para 0,860 devido ao Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A renda melhorou de 0,732 para 0,760.
  • Regiões metropolitanas do Sul e Sudeste e algumas do Nordeste tiveram melhorias significativas.
  • A pandemia de covid-19 causou uma queda do índice para 0,757 em 2021, afetando especialmente a mortalidade infantil.
  • Os dados foram extraídos da Pnad Contínua do IBGE em colaboração com a Fundação João Pinheiro.

Brasil atinge maior índice de desenvolvimento humano

O Brasil alcançou, pela primeira vez, a categoria de desenvolvimento humano "muito alto", com um índice de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2024, superando 0,744 em 2012. A escala de classificação varia de 0 a 1, com índices acima de 0,800 considerados muito altos.

Os dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasilnesta terça-feira (26), no relatório Radar IDHM. O índice é baseado em saúde, educação e renda, analisando também diferenças de raça e gênero ao longo de 13 anos.

A educação impulsionou significativamente o IDHM, subindo de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. A coordenadora do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou o programa Bolsa Família como um fator crucial, retirando crianças do trabalho e incentivando a escolarização, produzindo efeitos notáveis após 10 anos.

A melhoria é acentuada entre famílias de renda mais baixa, especialmente negras. Betina ressalta que essa inclusão é vital para o desenvolvimento humano no país, destacando a importância de políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades de raça e gênero.

A saúde, por sua vez, já apresentava índices de "muito alto desenvolvimento" em 2012 (0,829), influenciada pela consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), mas cresceu mais lentamente, alcançando 0,860 em 2024.

O parâmetro de renda também evoluiu, mas a passos mais lentos, de 0,732 em 2012 para 0,760 em 2024.

Regiões metropolitanas contribuíram significativamente para o aumento do IDHM nacional, com estados do Sul e Sudeste alcançando índices altíssimos. No Nordeste, sete regiões metropolitanas já atingiram índices muito altos, como a Grande Teresina (0,809).

A crise sistêmica enfrentada durante a pandemia de covid-19 influenciou negativamente o IDHM, que caiu para 0,757 em 2021. A falta de políticas públicas rápidas para enfrentar os impactos da pandemia é uma preocupação apontada pelo Pnud, com a mortalidade infantil sendo um dos indicadores mais afetados.

Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro.

Fonte: Agência Brasil



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