Brasil

Aumentam casos de conjuntivite alérgica

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Teresinha

15 de maio de 2013 às 22:05


Durante simpósio norte-americano sobre “alergia ocular”, o oftalmologista Edward Holland, professor da Universidade de Cincinnati, disse que 40% das pessoas passam por pelo menos um episódio de alergia ocular durante o ano, sendo que 20% deles faltam ao trabalho e 45% dizem que a produtividade cai muito no período. “Estudos mostram que as doenças da superfície ocular são mais comuns em mulheres do que em homens, aumentando com a idade. A alergia ocular é uma doença muito comum, atingindo mais de 50 milhões de pessoas nos Estados Unidos”.



As formas mais comuns da alergia ocular nesta época são a conjuntivite sazonal e a conjuntivite alérgica, representando 95% dos casos. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, existem cinco tipos mais comuns de conjuntivite: viral, bacteriana, alérgica, irritativa e química. “A conjuntivite alérgica é causada por um desequilíbrio entre agentes externos e resposta imunológica. Geralmente, a pessoa sente bastante coceira ao redor dos olhos – sendo muito frequente em pacientes com histórico de asma, bronquite, rinite e eczema. Por outro lado, não costumam ter desdobramentos graves”.



Neves chama atenção para casos mais graves, como a conjuntivite viral – que pode provocar pontos de hemorragia, lacrimejamento constante e sensação de um corpo estranho na vista – e a bacteriana, que produz uma secreção amarelada e é comum o paciente acordar com os olhos ‘colados’. Nesse caso, é necessário o tratamento com um colírio antibiótico por uma semana. “Casos graves de conjuntivite adenoviral, por exemplo, podem evoluir para a formação de cicatrizes na córnea, reduzindo a visão do paciente”, diz o médico – que revela “dez dicas” para evitar contrair e propagar conjuntivite:



1. Em períodos mais secos, pingar lágrimas artificiais para lubrificar bem o cristalino, e evitar o ressecamento;

2. Tirar as lentes de contato antes de dormir, sempre;

3. Usar compressas geladas, para amenizar a coceira;

4. Usar óculos escuros sempre que estiver ao ar livre – mesmo nos dias nublados;

5. Selecionar maquiagem de boa procedência, antialérgica;

6. Lavar bem o rosto antes de dormir, removendo todos os resíduos de poluição e a maquiagem;

A pessoa contaminada deve se afastar do convívio social por uma semana, pelo menos. Isso inclui passeios e encontros casuais também;
Pessoas saudáveis devem evitar ambientes fechados, onde o vírus é transmitido mais facilmente;
Lavar as mãos várias vezes ao dia também é medida obrigatória;
Evitar a automedicação. Alguns colírios à base de cortisona podem agravar ainda mais o quadro caso não sejam prescritos por um médico. Nesse caso, é mais indicado consultar um oftalmologista.


Renato Neves destaca ainda a importância de o paciente aprender a identificar os agentes que mais facilmente irritam seus olhos, a fim de evitar desdobramentos como inflamação e infecção ocular. “Além da poluição atmosférica, principalmente nos dias mais secos do ano a pessoa deve checar se a coceira não é proveniente do uso de algum xampu, cosmético ou maquiagem – evitando entrar novamente em contato com o agente desencadeante da alergia”.

Fonte: assessoria



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