Brasil

Ato no Tuca abre agenda de luta pela democracia

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Teresinha

16 de março de 2016 às 16:03


Artistas, juristas e intelectuais reúnem-se hoje (16) para defender a ordem constitucional. Na sexta (18), manifestação em São Paulo terá a presença d
Artistas, juristas e intelectuais reúnem-se hoje (16) para defender a ordem constitucional. Na sexta (18), manifestação em São Paulo terá a presença d
São Paulo – No fogo cruzado da luta política, forças do campo progressista reúnem-se hoje (16) no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca) e sexta-feira (18) na Avenida Paulista, com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também em diferentes estados, com o objetivo anunciado de defender a democracia e a legalidade constitucional no país. Entre os juristas, intelectuais, movimentos sociais e artistas que estarão nesta quarta-feira no Tuca, o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Otaviano Helene espera levantar pelo menos duas bandeiras, a do combate à desigualdade e a do fortalecimento da educação, que são essenciais para o país poder ultrapassar a crise política e econômica.

“O que está acontecendo no país, considerando o período depois da ditadura, é o problema da concentração de renda, um dos problemas mais graves. A concentração já foi a pior do mundo, e apesar de todo o discurso que se faz, o Brasil é um país pobre. Você pode dizer que o país é rico em florestas, em minérios, mas isso não diz nada porque quem faz a riqueza é a população trabalhando”, afirma Helene. Sobre a educação, ele identifica a qualidade deficiente do ensino básico e a predominância de instituições de ensino superior particulares, como entraves para o avanço do país.

Para o ato do Tuca, estão confirmados nomes como o do cantor e compositor Chico Buarque, o humorista e escritor Gregório Duvivier, a cineasta Tata Amaral e intelectuais como Ladislau Dowbor, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Marilena Chaui e André Singer, além dos juristas Fábio Konder Comparato, Gilberto Bercovici e Eugênia Gonzaga.

A reunião no Tuca é promovida pelo Fórum 21, criado a partir das eleições de 2014, frente ao recrudescimento conservador, para reunir ideias voltadas ao avanço social, e pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, dos alunos de Direito da PUC-SP.

Em entrevista ontem à Rádio Brasil Atual, o presidente do Fórum 21, Anivaldo Padilha, afirmou que o ato no Tuca reunirá vários setores da sociedade para “apresentar a nossa posição em relação a esse movimento golpista que está acontecendo no Brasil”.

Referindo-se ao pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitado pelo Ministério Público de São Paulo, e ao depoimento coercitivo de Lula à Polícia Federal – atos que marcaram os últimos dias e acirraram os ânimos da luta política –, Padilha defende que é urgente defender a democracia e os princípios constitucionais. “É uma tentativa de golpe, de desrespeito à Constituição por parte do Judiciário, setores do Ministério Público e da Polícia Federal, que se transformaram em órgãos de isolação de direitos e de abuso do Estado democrático de direito, quase transformando investigações que têm legitimidade no combate à corrupção, mas transformando esse processo em uma articulação golpista de retrocesso em relação aos direitos configurados na Constituição de 1988”, afirmou.

Na sexta-feira (18), será a vez dos movimentos sociais e sindical reunirem-se no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, e em diferentes pontos no país para conclamar a população a defender a democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Este ato é convocado pela Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 entidades em defesa dos avanços sociais no país.

Fonte: Rede Brasil Atual



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