Autoridades do PI fecham os olhos para a “Indústria das Multas”

Teresinha

13 de fevereiro de 2019 às 23:02


Os agentes da Strans parecem felizes ao aplicar multas
Os agentes da Strans parecem felizes ao aplicar multas

Tenho a impressão de que só mesmo o Ministério Público e o Poder Judiciário não conseguem enxergar ou ouvir as lamúrias da população ou nunca ouviram falar na chamada “Indústria da Multa” em Teresina. Até hoje não fiquei sabendo de nenhuma notícia de que algum promotor, delegado ou juiz tenha agido, de ofício, no sentido de mandar apurar essas denúncias de um número excessivo de multas de trânsito, em Teresina.

Na segunda-feira passada (11), o cinegrafista Mário Platão “flagrou” o que para ele pareceu um torneio entre os guardas da Strans para saber quem aplicava mais multas. Ele não pediu reservas do nome e disse que a ação dos guardas se deu nas proximidades da Igreja de São Benedito e do Pro Campus, uma escolar particular localizada no cruzamento das ruas Gabriel Ferreira e Paissandu, bem no centro da cidade e a poucos metros do Palácio do Governo.

A mesma situação observada pelo cinegrafista já foi relatada por dezenas de pessoas. Até fotografias e vídeos já foram feitos para  registrar a “ganância” dos guardas em aplicar as multas. A ação deles passa realmente a impressão de que existe uma comissão acrescida aos salários pela quantidade de multas aplicadas. Ou seja, o salário virou um bico e a comissão das multas pode ser o grande e mais rentável negócio.

A Prefeitura de Teresina parece ter trauma quando alguém noticia essa “Industria da Multa”. As explicações são as mais diferentes possíveis e dependem de cada situação ou local onde essa prática abusiva das multas acontece.

E assim segue a humanidade. Enquanto a PMT “lava a burra” e enche os cofres com o “dízimo” das multas, a Câmara de Vereadores também fecha os olhos. Até hoje nenhuma CPI ou qualquer outro tipo de investigação nunca foram feitas para esclarecer se realmente há essa “Indústria da Multa”. A Câmara, aliás,é a instituição com maior poder para fiscalizar as ações dos gestores municipais.
Eu acredito que exista realmente essa “indústria. Acho que existe sim..não vou mentir,

Escapando na quentinha

A situação dos trabalhadores piorou tanto que agora é muito comum as pessoas almoçarem no local de trabalho em cidades como Teresina, onde isso não ocorria há alguns anos. Além do crescimento da cidade, e da correria do dia a dia, bem como a insuficiência do sistema de transportes públicos e o achatamento dos salários, em todas as esferas (tirando as dos políticos, promotores de Justiça - federais e estaduais - e dos juízes, claro) obrigam os trabalhadores a gastar menos. Por isso tudo, os pobres mortais acabam recorrendo às “quentinhas”.

Vela na mão

Preparem suas velas, lâmpadas de emergência ou as lamparinas. Com a volta das fortes chuvas previstas para Teresina nestes dias, é certo que faltará energia em vários locais da cidade. O bom disso, se existe algo de bom nessa situação, é que agora os apagões também afetam as áreas dos ricos da Zona Leste. Antes essa “dádiva” era exclusiva das periferias e pequenas cidades.
Em pleno Século XXI, ao que parece, não existe luz nem no fim do túnel e tão cedo não vai acabar esse sofrimento. Deus queira que não voltemos aos tempos das cidades iluminadas por tochas ou candeeiros.

Os gatos se sentem à vontade no Centro Administrativo

Os gatos estão acostumados com a movimentação no Centro Administrativo. Casa e comida garantidas

Gatos do administrativo

O que tem de gato vivendo dentro ou ao redor do Centro Administrativo do Estado, na zona Sul de Teresina, não está no gibi. É gato no quilo.
Em 2008, quando a hoje vice-governador Regina Sousa era a secretária estadual da Administração, ela cuidou de arrumar os prédios, fez pista de cooper, urbanizou toda a área e ainda deixou a Lagoa do Centro Administrativo tinindo de bonita. Depois disso, para completar o serviço, encheu a lagoa de peixes.
Pois bem. Agora dá para perceber outro resultado: o Centro Administrativo cheio de gatos. Foram atraídos por restos de alimentos, mas também pelo cheiro dos peixes.
Mas isso não é ruim. Pelo contrário. É muito bom porque onde tem gato os ratos somem.
Penso eu, né?

Deputada federal Rejane Dias (PT-PI)A deputada Rejane Dias protocolando projeto na Câmara dos Deputados

Cuidando de quem precisam

A deputada federal Rejane Dias protocolou nesta quarta-feira, 13, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei que beneficia famílias de baixa renda que cuidam de pessoas com deficiência. Pela proposta, unidades residenciais com essas pessoas poderão ter um desconto significativo na conta de luz através da isenção de impostos federais - PIS e COFINS.

Perigo na ponte!

Leitora do Blog envia mensagem para avisar que, depois das 19 horas, as pessoas não devem descer pela alça da “Ponte da Primavera”. Segundo ele, a onda de assalto voltou naquela área. Os meliantes abordam qualquer pessoa logo que desce pela curva de acesso a “alca da ponte”. O lugar está muito perigoso. E ela sabe do que fala. É do trecho.

Ladislau Dowbor: excelente aula no Piauí

O professor Ladislau já proferio palestras em Teresina e foi bastante elogiado

Sistema cria crise sem fim

Há uns três anos, tive a felicidade de hospedar na minha casa um professor genial na área de economia. Trata-se do Doutor Ladislau Dowbor. A seguir, leiam o que esse homem de reputação internacional disse, recentemente, em novo artigo e entrevistas sobre o nosso sistema financeiro sem meias palavras:

1 - Sistema é irresponsável

O sistema financeiro opera sem responsabilidades sociais ou econômicas. Segundo ele, a economia não pode funcionar com 'agiotagem legal' dos bancos. De acordo com o professor Ladislau, enquanto na Europa o máximo cobrado do consumidor, nas compras a prazo, é 13% ao ano, no Brasil a média está em 129%;

2 - Mas de 64 milhões “sujos” No SPC

Ladislau afirma também que o Brasil possui 64 milhões de pessoas negativadas, com o nome "sujo". Milhões de pequenas e médias empresas também estão endividadas. O sistema financeiro tira das famílias e das empresas o equivalente a 16% do Produto Interno Bruto (PIB).Segundo ele, com empresas paralisadas e famílias endividadas, consequentemente os impostos arrecadados sobre consumo e produção caem violentamente. “E quebra o Estado, pois famílias, empresas, além do próprio Estado, são os motores da economia”;

3 - Juros acabam a produção

O estudioso professor Ladislau garante que só de juros sobre a dívida pública, o Estado brasileiro paga 6% do PIB, cerca de R$ 370 bilhões, considerando o PIB brasileiro, hoje, em R$ 6,3 trilhões. “Esse dinheiro, que deveria servir para infraestrutura e políticas sociais – em saúde e educação ou investimento público no desenvolvimento –, se transforma apenas em fluxo de juros”, diz.

4 - Impostos desviados

“Assim, nossos impostos são desviados dos investimentos para os lucros do sistema bancário. Juntando 6% de impostos que vão para a divida pública, mais o 16% tirados das famílias e das empresas, são 22% só de juros, sem reduzir o estoque da dívida. Nenhuma economia pode funcionar assim”, explica o professor.
Para você conhecer um pouco mais o professor Ladislau Dowbor eu recomendo acessar ao seguinte endereço eletrônico na Internet: http://dowbor.org/ladislau-dowbor/

Cargos aos partidos

O governador Wellington Dias (PT) não vai entregar cargos a pessoas. Os cargos serão entregues aos partidos da base aliada. A ideia é fortalecer os partidos e não indivíduos e, com isso, abrir espaços para novas reais lideranças. Para quem não lembra, essa é uma antiga proposta e bandeira de luta do PT.

AS DO FIM

*Pelas explicações do professor Ladislau Dowbor, o governo federal precisa fazer uma reforma no sistema bancário, acabar com o cartel dos bancos privados e botar regras no Itaú, Bradesco e Santander.

*Segundo fonte do governo, o secretário Merlong Solano (PT) vai ser deputado federal por um tempo e depois vai ser chamado pelo governador Wellington Dias para comandar a Secretaria Estadual da Administração.

*Um passarinho do Karnak me disse nesta quarta-feira (13) que, por indicação de um “peixão do Judiciário em Brasília”, o suplente de deputado federal Paes Landim (PTB) vai assumir o mandato em breve e ficar na Câmara por muito tempo.

Blog do Brandão

Blog do Brandão

Luiz Brandão é jornalista formado pela Universidade Federal do Piauí. Está na profissão há 40 anos. Já trabalhou em rádios, TVs e jornais. Foi repórter das rádios Difusora, Poty e das TVs Timon, Antares e Meio Norte. Também foi repórter dos jornais O Dia, Jornal da Manhã, O Estado, Diário do Povo e Correio do Piauí. Foi editor chefe dos jornais Correio do Piauí, O Estado e Diário do Povo. Também foi colunista do Jornal Meio Norte. Atualmente é diretor de jornalismo e colunista do portal www.piauihoje.com.



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