Saúde

Vacinação infantil em alerta

Unicef alerta para 13,5 milhões de crianças sem vacinação

Dados mostram risco de surtos por baixa cobertura vacinal em crianças

Da Redação

15 de julho de 2026 às 11:05 ▪ Atualizado há 3 horas

Ver resumo
  • 13,5 milhões de crianças não foram vacinadas no primeiro ano de vida em 2025, classificadas como "zero-dose".
  • 7,3 milhões de crianças não completaram o ciclo básico da vacina DTP.
  • Houve um aumento de 750 mil crianças imunizadas contra DTP em comparação a 2024.
  • O risco de surtos aumentou, com 411 mil casos de sarampo reportados em 2025.
  • Apenas 84% das crianças receberam a primeira dose da vacina contra sarampo e 77% a segunda.
  • Mais da metade das crianças zero-dose vive em países instáveis ou em conflito.
  • Brasil reduziu o número de zero-dose para 50 mil crianças.
  • OMS e Unicef criticam a falta de levantamentos independentes no Brasil nos últimos cinco anos.
  • Catherine Russell alerta que conflitos e pobreza continuam ameaçando o progresso na vacinação.

Agência Brasil Unicef alerta para 13,5 milhões de crianças sem vacinação

Unicef revela que 13,5 milhões de crianças não foram vacinadas no primeiro ano de vida em 2025, segundo dados globais divulgados nesta quarta-feira (15). Essas crianças, denominadas de zero-dose, estão em risco elevado de contrair doenças evitáveis por vacinação.

A pesquisa, baseada em dados governamentais de 195 países, aponta que outras 7,3 milhões de crianças não completaram o ciclo básico da tríplice bacteriana (DTP). Em comparação a 2024, houve um leve aumento de 750 mil bebês imunizados pela vacina DTP.

A organização alerta que a estagnação nos índices de vacinação eleva o risco de surtos de doenças, com destaque para o sarampo, que teve 411 mil casos reportados em 2025. O nível de imunização ideal contra o sarampo está longe de ser alcançado, com apenas 84% das crianças recebendo a primeira dose e 77% a segunda, quando o mínimo recomendado é 95%.

O levantamento destaca que mais da metade das crianças zero-dose vive em países instáveis ou afetados por conflitos, complicando o acesso à vacinação. Diferente de países desenvolvidos, essas regiões enfrentam dificuldades políticas e financeiras para manter programas de imunização ativos.

Em contraste, o Brasil vem melhorando sua cobertura vacinal e reduziu o número de crianças zero-dose para cerca de 50 mil. Contudo, a ausência de levantamentos independentes nos últimos cinco anos é criticada pela OMS e pela Unicef.

Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, ressalta que, apesar da recuperação nas taxas de vacinação após a pandemia de Covid-19, muitos países ainda enfrentam desafios como conflitos e pobreza, ameaçando a continuidade do progresso.

Fonte: Agência Brasil