Política

Wellington Dias cobra de Temer a divisão justa de impostos

Ele deve tratar sobre a renegociação das dívidas dos Estados

Teresinha

11 de outubro de 2016 às 09:10


Wellington Dias
Wellington Dias

O governador Wellington Dias reúne-se nesta terça-feira, 11, em Brasília, com representantes da equipe do Governo Federal onde discutiu o esforço fiscal que será feito por todos os estados da Federação para o auxílio aos que se encontram em dívidas com a União. O governador acredita que a divisão dos impostos deva ser feita de forma mais justa, onde não somente os devedores sejam beneficiados.

O governador disse que, em relação à renegociação das dívidas dos Estados, haverá um esforço fiscal, ou seja, do dinheiro dos impostos que todos pagam, serão tirados R$ 55 bilhões para fazer o alongamento das dívidas dos devedores. Esse volume de impostos é pago pelos 27 Estados da federação e, de toda a dívida, 91%, ou seja, R$ 50 bilhões, serão para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerias, Rio Grande do Sul, ou seja, poucos Estados.

“É importante ter uma alternativa para estes Estados que estão sem oxigênio, sufocados. Mas é preciso que se faça isso dentro de um paco federativo de forma mais justa. E o Piauí e o Tocantins que não devem nada a União? São 20 Estados com metade dos brasileiros que pagam boa parde dos impostos no Brasil e que vão ficar com apenas 9% desse esforço total, ou seja, dos R$ 55 bilhões, R$ 5 bilhões serão para 20 Estados e R$ 50 bilhões para sete Estados”, disse Wellington Dias.

O governador afirma que foi feito um estudo onde demonstra que da principal receita do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os Estados dessas regiões ficam com 85% do fundo de participação, que é um dinheiro de imposto de renda e imposto de industrialização.

“O governo abriu mão de receitas que já estavam entrando, represou impostos sobre exportação, de compensação da Lei Candi, ficaram represados R$ 14 bilhões que a União segurou ou em medidas que tomou e saíram da nossa receita. Fizemos uma negociação e nesta fase difícil da economia em queda, pedimos R$ 7 bilhões para que pudéssemos aplicar no que é essencial à vida como saúde e educação, segurança, assim, a gente consegue sobreviver. Se fossem liberados empréstimos, tocamos investimento e na Lei da Repatriação, distribui sobre o valor principal os 15% de impostos a serem pagos e 15% da multa. Mas, até agora, nada disso foi resolvido. Por isso, voltamos nesta terça-feira para a tratar com a equipe do governo e com a participação da Câmara e do Senado um acordo e entendimento para que haja mais justiça social neste esforço fiscal do Brasil”, afirma o governador.

Fonte: Cintia Lucas



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