Política

CALOTERIO

Tucano que renunciou candidatura deu calote de quase R$ 500 mil em empresa

Trajano Paulo Nunes Saturnino é acusado de não realizar o pagamento de vans à empresa Adivel Caminhões e Ônibus

Alinny Maria

06 de novembro de 2020 às 14:20


Empresário Trajano Paulo
Empresário Trajano Paulo

O candidato do PSDB que renunciou a candidatura a prefeito do município de Passagem Franca do Piauí, o empresário Trajano Paulo Nunes Saturnino, é acusado de dar calote de quase R$ 500 mil na empresa Adivel Caminhões e Ônibus Ltda. 

A empresa acionou a justiça após Trajano Paulo Nunes emitir cheques sem fundos para realizar o pagamento de R$ 494.930,80 (quatrocentos e noventa e quatro mil, novecentos e trinta reais, oitenta centavos) referente a compra de vans de transporte alternativo na época em que ele era presidente da Cooperativa de Transporte Alternativo do Estado do Piauí, no ano de 2017.

Ao longo dos anos, a defesa da empresa Adivel protocolou várias ações no Tribunal de Justiça do Piauí com a finalidade de receber o dinheiro. Em março de 2019, a 8ª Vara Cível da Comarca de Teresina expediu um mandado de citação e intimação para pagamento do cheque contra Trajano Paulo, o obrigando a realizar o pagamento do valor em um prazo de 15 dias, no entanto ele não foi encontrado no endereço mencionado.

De acordo com o processo, o empresário emitiu 14 cheques no valor de R$ 35.352,20 cada, sendo que nenhum foi adimplido pelo empresário. Já em dezembro de 2019, em sentença proferida pela a juíza de Direito da  8ª Vara Cível da Comarca de Teresina, Lucicleide Pereira Belo, Trajano Paulo Nunes Saturnino foi condenado a pagar os débito com a empresa, além das despesas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa.

A ação foi julgada totalmente procedente para constituir de pleno direito o título executivo judicial, no importe de R$ 494.930,80, atualizado monetariamente nos termos da tabela prática do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. O empresário e político responde a outros processos sub judice.

Ao longo de todo o processo, o empresário não apresentou defesa e nenhum comprovante de pagamento. Ele também não cumpriu nenhuma determinação da Justiça.

Em fevereiro deste ano, a sentença foi transitada em julgado, ou seja, a empresa que recebeu o calote não pode mais recorrer porque já passou por todos os recursos possíveis,

Confira todos os documentos referentes ao caso!



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