Política

JUSTIÇA ELEITORAL

Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro são denunciados por propaganda antecipada em culto no RJ

Representação ao MPE aponta uso de evento religioso para promover pré-candidatura à Presidência

Natalia Costa

05 de maio de 2026 às 12:35 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro foram denunciados por suposta propaganda eleitoral antecipada.
  • O fato ocorreu durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro.
  • Malafaia interrompeu a Santa Ceia para declarar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026.
  • O pastor conduziu uma oração coletiva e mencionou o apoio ao senador ao lado de outras lideranças políticas.
  • A denúncia alega uso de local de uso comum e possível abuso de poder religioso e econômico.
  • Outros envolvidos incluem Sostenes Cavalcante e Marcelo Crivella.
  • A ação pode resultar em multas e inelegibilidade por oito anos para os acusados.
  • A Receita Federal foi solicitada a investigar possível desvio de finalidade da igreja.
  • Malafaia também criticou o STF e o ministro Alexandre de Moraes durante o culto.

Culto com apoio político a Flávio Bolsonaro vira alvo de denúncia por propaganda antecipada | Foto: Ana Branco/Agência O Globo
Culto com apoio político a Flávio Bolsonaro vira alvo de denúncia por propaganda antecipada | Foto: Ana Branco/Agência O Globo

O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram denunciados ao Ministério Público Eleitoral (MPE) por suposta propaganda eleitoral antecipada durante um culto realizado neste domingo (3), no Rio de Janeiro.

O evento aconteceu na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Segundo a representação, protocolada pela Associação Movimento Brasil Laico, Malafaia interrompeu a liturgia da Santa Ceia para declarar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026.

Durante o culto, o pastor chamou o senador e outras lideranças ao altar, como Cláudio Castro (PL) e Douglas Ruas (PL), e conduziu uma oração coletiva. Na ocasião, afirmou: “A Bíblia diz que há um tempo para todo propósito debaixo do sol. Esse é o tempo de eu apoiar o Flávio para presidente”.

A entidade sustenta que houve propaganda eleitoral antecipada em bem de uso comum, além de possível abuso de poder religioso e econômico, ao utilizar o culto com finalidade política.

A ação inclui ainda nomes como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Marcelo Crivella (Republicanos). O pedido prevê multa de até R$ 25 mil por participante, preservação das imagens do evento e inelegibilidade por oito anos de Malafaia e Flávio Bolsonaro.

O documento também solicita apuração da Receita Federal sobre possível desvio de finalidade da igreja, o que pode impactar sua imunidade tributária.

Durante o culto, Malafaia ainda fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, classificando o inquérito das fake news como “imoral”.

Fonte: DCM



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