Política

Renan critica Cunha por paralisia da Câmara até impeachment ser votado

Um dia após dar início aos trâmites do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado, o presi

Teresinha

20 de abril de 2016 às 17:04


duardo Cunha entrega processo de impeachment pessoalmente a Renan Calheiros.
duardo Cunha entrega processo de impeachment pessoalmente a Renan Calheiros.
Um dia após dar início aos trâmites do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou recentes afirmações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ameaçou paralisar trabalhos na Casa enquanto o Senado não votar a saída da petista.

"Enquanto a Câmara votava a autorização do impeachment, o Senado deliberava. Votamos a Lei de Responsabilidade das Estatais, o pré-sal, o desaparelhamento dos fundos de pensão."

Em entrevista a jornalistas na noite de terça-feira (19), Cunha afirmou que, enquanto não houver um desfecho para o processo de afastamento de Cunha, os deputados não vão analisar a alteração da meta fiscal para 2016.

"Se o Brasil vai entrar em \'shutdown\' por isso, mais uma razão para o Senado apressar", disse o deputado. O ministro Nelson Barbosa (Fazenda) argumenta que isso pode levar a uma paralisia da máquina pública.

"A paralisação da Câmara não ajuda o Brasil, só atrapalha ainda mais a situação que já é muito ruim. É preciso que se diga também que, quanto mais, direta ou indiretamente, o presidente da Câmara dos Deputados tentar interferir no ritmo do andamento do processo no Senado, sinceramente, ele só vai atrapalhar".

Renan rebateu ainda críticas que Cunha estaria fazendo a ele nos bastidores, afirmando a interlocutores que o companheiro de partido trabalharia para alongar a tramitação do processo contra Dilma.

"A autorização na Câmara foi, de todos os impeachments, o que mais demorou. E demorou exatamente pela judicialização. O Senado, ele vai com racionalidade, com responsabilidade, cumprir prazos que estão estabelecidos para um lado e para o outro".

Em visita a senadores na manhã desta quarta no Senado, o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), José Eduardo Cardozo, aproveitou para comentar a postura de Cunha e disse que "vai contra ao que a sociedade precisa". "Retaliação não é papel de um presidente da Câmara. Mas não é a primeira e nem a última vez que ele fará isso".

Renan reiterou que vai deixar a cargo do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, a presidência do processo no plenário a partir da aprovação da admissibilidade do caso.

"A fase de coordenação do presidente do Senado praticamente vai se esgotar no momento da admissibilidade da autorização. A partir desse momento, vamos chamar o presidente do STF e transferir a presidência do Senado".

Fonte: UOL



@production @if(request()->routeIs('site.home.index')) @endif @endproduction