Política

Rejane diz que não há crime que justifique

deputada federal Rejane Dias (PT-PI), que deixou, temporariamente, a Secretaria da Educação do Piau

Teresinha

13 de abril de 2016 às 20:04


Deputada federal Rejane Dias (PT-PI) com deputado Fábio Abreu (PTB-PI)
Deputada federal Rejane Dias (PT-PI) com deputado Fábio Abreu (PTB-PI)
deputada federal Rejane Dias (PT-PI), que deixou, temporariamente, a Secretaria da Educação do Piauí para participar da votação contra o impeachment na Câmara dos Deputados, afirma que não há crime de responsabilidade que justifique o impedimento da presidenta Dilma Rousseff. Lembra que Dilma sempre foi parceira do Piauí e do governo Wellington Dias, e faz um apelo à bancada federal piauiense para que os deputados votem contra o impeachment.

Segundo a deputada, o momento deve ser de união da bancada piauiense a fim de barrar o impedimento, lembrando que o Governo Dilma “sempre foi um parceiro imprescindível nos avanços da melhoria da qualidade de vida do povo piauiense e nordestino, especialmente na área de inclusão social”. Pondera que caso o impedimento venha a acontecer, sem sombra de dúvida, o estado do Piauí perderá muito, inclusive na Educação. “Em várias áreas do governo, a gente tem percebido a boa vontade e a parceria do Governo Federal”, relata.

“Os resultados estão aí para mostrar o quanto nós melhoramos, com o apoio do Governo Dilma, na questão da escolaridade, na ampliação dos programas educacionais, como o Pronatec. Além disso, há um esforço muito grande para erradicar o analfabetismo no Piauí”. Mais do que nunca, diz Rejane, “temos que fazer um apelo à Bancada Federal e a população para que compreendam este momento, em que temos um governo estadual do PT e um Governo Federal do mesmo partido, que quem ganha com a vitória de Dilma no domingo é o Estado do Piauí”.

Democracia – A deputada federal Rejane Dias observa que a democracia brasileira passa por um momento grave e delicado, tendo em vista que a presidenta Dilma foi eleita democraticamente e corre o risco de ser afastada do governo sem cometer nenhum crime de responsabilidade.

“Como diz a Constituição, só há permissão para impedimento se o crime de responsabilidade for comprovado. E se não foi comprovado, qual o nome que a gente dá para isso?”, questiona. “É golpe! E golpe é uma afronta ao estado democrático de direito, à democracia e ao voto popular.”

Rejane Dias lamenta que o governo Dilma tenha chegado a essa situação, “mas afirma não perder a fé e a esperança de que é possível reverter o quatro de pessimismo no domingo”. “A oposição precisa de 342 votos e nós temos, ainda, em torno de 50 parlamentares indecisos.

“Estou com esperança e lutando, aqui na Câmara dos Deputados, para que esse golpe não venha a acontecer e afrontar a Constituição e o estado democrático de direito. “Sabemos que jamais nascerá um governo legítimo de um golpe de estado.”

Mulher – “Eu, como mulher, acredito que a presidenta Dilma vem sofrendo preconceito pelo fato de ser a primeira mulher a chegar ao maior posto, de presidente da República”, critica.

“Dilma honra o cargo que ocupa: ela é mãe, é avó, é uma pessoa que foi perseguida, presa durante a ditadura militar e lutou muito para que a democracia realmente pudesse prevalecer.”

Rejane enfatiza, também, que Dilma é uma mulher séria e honesta, “tanto é que, em meio a esses escândalos, ela não responde a nenhum processo e não tem qualquer ligação com o mais recente escândalo, divulgado pela Operação Lava Jato”. 

Fonte: Assessorias



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