Política

Reforma em ministério só após votação

Para evitar que novos aliados não defendam a p

Teresinha

05 de abril de 2016 às 13:04


Presidente Dilma Rousseff
Presidente Dilma Rousseff
Para evitar que novos aliados não defendam a presidente Dilma Rousseff na votação do impeachment, o governo estuda fazer a reforma ministerial somente após a votação no plenário da Câmara. Os partidos que devem ganhar força no governo – PP, PR e PSD – também hesitam em aceitar o comando das pastas devido à pressão de eleitores contrários ao governo.

A proposta do Planalto é para que os partidos declarem apoio ao governo antes da votação do impeachment na Câmara e depois ganhem cargos no alto escalão do governo. O anúncio do PP, que deve combinar o posicionamento com as demais legendas, será no dia 11 de abril, na convenção nacional do partido – a menos de uma semana do dia da votação em Plenário.

No Planalto, há o receio de os partidos estarem negociando tanto com o Dilma, quanto com aliados do vice-presidente Michel Temer, movimento semelhante ao que ocorreu contra o ex-presidente Fernando Collor, em 1992, que negociou apoio de parlamentares que acabaram votando contra ele.

O acordo, porém, sofre com a falta de “credibilidade” do governo, segundo parlamentares que negociam apoio. Eles reclamam que o governo não tem o histórico de honrar com os compromissos.

Como o PP se tornou maior com o troca-troca partidário. Nos bastidores o partido sonha com o ministério da Educação. Já o PR, além do Ministério dos Transportes, que comanda atualmente, quer agregar a Secretaria de Portos. O PSD já manifestou interesse no Ministério dos Esportes.

PMDB quer continuar

Por outro lado, os seis ministros peemedebistas que seguem no governo têm dado recados de que querem ficar em seus cargos e que uma diminuição dessa participação pode ter consequências negativas na relação de forças durante a votação do impeachment. O partido decidiu na convenção nacional, há uma semana, que os cargos deverão ser entregues até 12 de abril, próxima terça-feira.

Para que o Planalto consiga fazer a política da boa vizinhança e assegurar votos contra o impeachment na Câmara, uma das saídas seria a realocação do ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, indicado por Eduardo Cunha, para o Turismo ou para o Esporte. Em seu lugar, assumiria Aloízio Mercadante, da Educação. Assim, o governo poderia entregar a cobiçada pasta da Educação para o PP – sigla com o maior número de parlamentares investigados na Operação Lava Jato – que hoje ocupa a pasta da Integração Nacional. 

Fonte: Congresso em foco



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