Política

"Quadro econômico e social no Piauí vai se agravar se nada for feito", alerta secretário

O secretário de Governo avalia que do ponto de vista técnico é impossível atender os militares

Teresinha

19 de dezembro de 2016 às 19:12


Relator da PEC, Aluísio Martins, com líder do Governo João de Deus, e o secretário Merlong Solano
Relator da PEC, Aluísio Martins, com líder do Governo João de Deus, e o secretário Merlong Solano

O secretário de Estado do Governo, Merlong Solano, avalia que do ponto de vista técnico, é impossível que o governador Wellington Dias vá atender à reivindicação dos policiais e bombeiros militares, que querem ficar fora do ajuste fiscal proposto para os próximos dez anos.  

“Diante do quadro grave, todos os segmentos do poder público de todos os poderes têm que participar do ajuste. No sentido de fazer essa adequação entre despesa e receita. Não justifica nenhum segmento ficar de fora (do ajuste) porque essa medida propõe resgatar a capacidade do Estado inclusive de governar porque se chegar a uma situação em que o dinheiro público todo vai para um só seguimento (batendo com uma mão na outra), a partir daí a governabilidade acaba e aí os problemas passam a governar o Estado”, adverte o secretário.

Merlong Solano fala aos deputadosO secretário de Governo, Merlong Solano, durante a reunião com os deputados na Assembleia Legislativa

Merlong Solano alerta que o quadro econômico e social no Piauí poderá se agravar se não for feito nada. “Queremos evitar que o Piauí viva a mesma situação do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de insolvência, em que o poder público não consegue mais pagar salário, realizar serviços nem manter o custeio dos órgãos. E a maneira de fazer isso é trabalhar pelo crescimento da economia, mas ajustar as despesas à receita. Nós conseguimos uma maneira de faze-lo que não congela o orçamento”, adianta.

Segundo o secretário, a despesa será corrigida a cada ano, ou pela inflação ou pelo crescimento das receitas correntes líquidas, o que for maior. “E a tendência, no caso do Piauí, é continuar acontecendo o que se repete nos últimos anos: a receita corrente tem sempre crescido acima da inflação. Como a inflação está caindo, a tendência é que essa diferença seja maior. Nosso orçamento está organizado de uma tal maneira que a despesa corrente só poderá crescer até 90% das receitas correntes líquidas. Com isso, nós garantimos pelo menos 10% para investimentos, que é o que a sociedade precisa. Nós não podemos gastar o dinheiro da sociedade todo com custeio da máquina pública e com o pagamento de pessoal”, entende.

Fonte: Paulo Pincel



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