Política

Publicitário volta ao Brasil para se defender de \"denuncia infundada\

Com prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, o publicitário João Santana divulgou carta encaminhada

Teresinha

23 de fevereiro de 2016 às 14:02


o publicitário João Santana divulgou carta
o publicitário João Santana divulgou carta
O publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, chegaram ao Brasil às 9h20 de hoje (23), com o desembarque antecipado do horário previsto anteriormente (10h), no aeroporto internacional de Cumbica , em Guarulhos, em São Paulo. Dali, o casal foi levado em avião da Polícia Federal (PF) para a superintendência da PF, em Curitiba, no Paraná.

De acordo com a PF, depois eles serão conduzidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba para exame de corpo de delito e, então, retornarão à Polícia Federal onde deverão prestar depoimento.

João Santana e sua mulher tiveram a prisão temporária decretada na 23ª fase da Operação Lava Jato, que investiga a relação de Santana com a empresa Odebrecht. A empreiteira também é alvo de investigações da Polícia Federal e teria feito repasses financeiros ao publicitário no exterior.

O juiz federal Sérgio Moro determinou ontem (22) o sequestro de um apartamento, localizado em São Paulo, registrado em nome de Santana e de sua mulher. Há suspeitas de que o imóvel teria sido pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.

Carta a comitê

Com prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, o publicitário João Santana divulgou carta encaminhada ao Comitê Nacional de Campanha do Partido de La Liberacion Dominicana, nesta segunda-feira (22), pedindo desligamento dos serviços que presta à sigla em pleito na República Dominicana.

Acusado de receber ilegalmente dinheiro no exterior, o marqueteiro de campanhas do ex-presidente Lula (2006), da presidente Dilma Rousseff (2010) e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (2012) garantiu que vai voltar ao Brasil para se defender do que classifica como “acusações infundadas”.

Santana e sua mulher, Mônica Moura, tiveram prisão decretada durante a 23ª fase da Operação Lava Jato – deflagrada hoje (segunda, 22) e batizada de “Acarajé”, a etapa executou mais de 50 mandados de prisão, busca e apreensão pelo país. Na carta (íntegra abaixo), João Santana reclama do “clima de perseguição” que, em sua opinião, está instalado no Brasil e manifesta otimismo na “vitória do presidente e candidato Danilo Medina e do PLD, para o bem do povo dominicano”.

 
Leia a íntegra da carta de João Santana:

“Aos cuidados do Comitê Nacional de Campanha do Partido de La Liberacion Dominicana (PLD)

Me dirijo aos senhores porque, como souberam também pelos meios de comunicação, acordei esta manhã com a notícia de que meu nome está sendo ligado a um suposto esquema relacionado ao financiamento de campanhas políticas no Brasil. Conhecendo o clima de perseguição que se vive hoje no meu país, não posso dizer que fui pego completamente de surpresa, mas ainda assim é difícil de acreditar.

Dadas as circunstâncias, solicito a este Comitê de Campanha me desligar, em caráter imediato, da campanha em curso na República Dominicana. Isto vai me permitir voltar ao Brasil para me defender das acusações infundadas das quais estou sendo objeto.

Cabe assinalar que, desde a semana passada, coloquei-me à disposição das autoridades do Brasil para esclarecer qualquer especulação e que facilitarei toda a informação necessária para deixar estabelecida a verdade dos fatos, para além de toda a dúvida. Mesmo assim, considero que esta é a melhor decisão para não afetar, de maneira alguma, os interesses do PLD nesta campanha eleitoral.

Agradeço a confiança depositada pelos senhores no meu trabalho e tenho a certeza de que os próximos comícios ratificarão a vitória do presidente e candidato Danilo Medina e do PLD, para o bem do povo dominicano.

Sem mais o que informar, despeço-me atenciosamente,

João Santana” 

Fonte: Congresso em focvo



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