Política

OPERAÇÃO ACESSO NEGADO

PF investiga suspeita de desvio de R$ 90 milhões em emendas Pix

Operação da Polícia Federal apura em Roraima suspeitas de superfaturamento, obras paralisadas e fraude em licitações; parlamentares que indicaram os recursos não são investigados

Teresinha Ferreira

03 de julho de 2026 às 15:45 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A Polícia Federal investiga o uso de R$ 90 milhões em emendas Pix em São Luiz do Anauá e Iracema, Roraima.
  • Os recursos foram indicados por parlamentares, incluindo Nicoletti, Dr. Hiran, Telmário Mota e Jhonatan de Jesus, mas eles não são alvos da investigação.
  • A investigação faz parte da Operação Acesso Negado, conduzida com 41 mandados em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
  • A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino do STF, focando na transparência e aplicação das emendas Pix.
  • Gestores e empresários são os principais alvos, suspeitos de fraudes, peculato, corrupção e outros delitos.
  • A CGU encontrou indícios de irregularidades em obras financiadas pelos recursos.
  • São Luiz do Anauá recebeu R$ 90 milhões e foi o terceiro maior recipiente de emendas Pix no país.
  • Todas as obras fiscalizadas estavam paralisadas e faltavam registros de contratações exigidos por lei.
  • A investigação busca esclarecer o destino dos recursos e responsabilizar os envolvidos.

Polícia Federal - (imagem ilustrativa)
Polícia Federal - (imagem ilustrativa)

A Polícia Federal (PF) investiga a aplicação de cerca de R$ 90 milhões em emendas Pix destinadas aos municípios de São Luiz do Anauá e Iracema, em Roraima. Os recursos foram indicados pelos parlamentares Nicoletti (PL-RR), Dr. Hiran (PP-RR), pelo ex-senador Telmário Mota e pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal.

Apesar de terem indicado as emendas, os quatro não são alvos da investigação, já que, segundo a Polícia Federal, não há indícios de participação direta nas irregularidades apuradas.

A investigação integra a Operação Acesso Negado, deflagrada nesta sexta-feira (3), com cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações sobre a transparência e a aplicação das emendas Pix.

Gestores e empresários são os principais alvos

As investigações tiveram início após auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram indícios de irregularidades na execução de obras financiadas com recursos federais.

Os principais alvos da operação são gestores municipais, empresários e empresas suspeitos de envolvimento em obras não executadas, paralisadas, superfaturadas ou realizadas de forma irregular.

A PF apura possíveis crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos contra a administração pública.

Município recebeu R$ 90 milhões

Segundo relatório da CGU, São Luiz do Anauá, município com pouco mais de 7 mil habitantes localizado no sul de Roraima, recebeu aproximadamente R$ 90 milhões em emendas Pix entre 2020 e 2024, tornando-se o terceiro maior destinatário desse tipo de recurso no país.

Durante as inspeções, os auditores constataram que todas as obras fiscalizadas estavam paralisadas e que diversas contratações não haviam sido registradas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), contrariando a legislação vigente. As investigações continuam para identificar o destino dos recursos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: metropole



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