Teresinha
09 de dezembro de 2016 às 17:12
A senadora Regina Sousa (PT-PI) alerta para o risco do agravamento da situação no país, que já estaria vivendo uma convulsão social provocada pelas medidas já adotadas e as propostas contidas nas reformas anunciadas pelo governo de Michel Temer, que atinge diretamente direitos dos trabalhadores e da sociedade. O “pior” ainda está por vir, adverte a senadora.
“Certamente, a gente vem alertando muito antes do processo do impeachment, no pré-impeachment, a gente já dizia que isso poderia criar uma crise institucional. O próprio Temer disse isso em março, que o impeachment era impensável porque iria criar uma crise institucional, não havia apoio nem jurídico nem político, mas fizeram. Achavam que passou o impeachment ia ficar tudo bem, mas não ficou. O país vai viver uma convulsão social. A saída é uma eleição direta. Se tivessem juízo, chamavam uma eleição antes de acontecer o pior”, sugeriu.
Regina Sousa destaca a crise institucional, com o Supremo Tribunal Federal sendo desrespeitado pelo Senado, totalmente ignorado pelo seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL) e outros integrantes da Mesa Diretora.
“A crise está instalada. Quem é que ainda vai obedecer ao Supremo? É o Supremo, está dizendo: Supremo. O Renan (Calheiros, do PMDB-AL, presidente do Senado) tinha que obedecer, recorrer, mas obedecer. Quando ele diz eu não vou, se nega a receber uma notificação, ele está dizendo que não tem Supremo neste país, que o Supremo é ele. Neste momento, o homem mais poderoso neste país chama-se Renan Calheiros, que é réu em um processo e tem mais 12 contra ele”, lembrou a senadora.
A população está começando a se revoltar, acrescentou Regina Sousa. “Aquilo que o Jucá dizia, aconteceu: ‘A gente combina com o Supremo, com o parlamento, só não pode ser com a Dilma’, está confirmada aquela gravação, que é séria. Neste momento nós vamos propor a eleição direta. As ruas também vão puxar as eleições”, acredita.
Fonte: Paulo Pincel/Samuel Brandão
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