EMENDAS
Pâmela
26 de novembro de 2024 às 10:24
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar nº 210, que redefine as regras para proposição e execução das emendas parlamentares no orçamento federal. Publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (26), a legislação foi elaborada em resposta à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em meio a um embate com o Congresso Nacional, suspendeu, em agosto, a liberação desses recursos até a definição de normas que assegurassem transparência e rastreabilidade.
A nova lei estabelece critérios claros para o uso das emendas, priorizando a aplicação em políticas públicas estruturantes, como as áreas de saúde, educação, habitação e saneamento. Também cria mecanismos para rastrear o percurso dos recursos e garantir que eles atendam a interesses coletivos. A medida visa superar a falta de transparência que marcou, até então, práticas como as "emendas Pix", transferências feitas sem justificativa formal sobre o destino e uso dos valores.
Novos critérios para emendas
A legislação unifica normas antes dispersas e apresenta diretrizes específicas para diferentes tipos de emendas:
Transparência e controle
A implementação da nova lei também fortalece a fiscalização. O Tribunal de Contas da União (TCU) realizará análises prévias das despesas, e os tribunais estaduais e municipais monitorarão as transferências. Além disso, a publicação de planos de trabalho e cronogramas será obrigatória, permitindo maior acesso do público às informações.
A medida também busca destravar a tramitação do orçamento no Congresso, paralisada enquanto aguardava a aprovação da lei. O ministro Flávio Dino, responsável pelo caso no STF, deverá apresentar seu relatório ao plenário da Corte, encerrando o impasse judicial.
Fonte: Revista Fórum
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