Política

RESPOSTAS

Lula critica classificação dos EUA sobre facções brasileiras

Presidente rejeita intervenção externa e destaca soberania nacional em Sergipe

Da Redação

29 de maio de 2026 às 15:23 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • Lula criticou a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA.
  • Destacou que são problemas locais e que a intervenção estrangeira ameaça a soberania nacional.
  • Comparou as facções a terroristas internacionais, como Osama Bin Laden, apontando diferenças.
  • Mencionou que o tráfico de armas no Brasil tem influência americana.
  • Suspeitou de interesses dos EUA nos recursos minerais brasileiros.
  • Enfatizou a necessidade de respeito à soberania e democracia do Brasil.
  • Disse que o Brasil combate as organizações criminosas, com destaque para a lei antifacção.
  • Manifestou abertura à colaboração respeitosa dos EUA e alertou sobre a lavagem de dinheiro em Delaware.

Lula critica classificação dos EUA sobre facções brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a classificação de facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos. Lula ressaltou que essas organizações representam um problema para as comunidades brasileiras, não para os EUA.

Em uma declaração feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), Lula destacou que não há justificativa para intervenção estrangeira, alegando ser um ataque à soberania nacional.

Lula expressou descontentamento com a posição do secretário Marco Rubio, dos EUA, destacando que as facções não se encaixam no perfil de terroristas como os de Osama Bin Laden. Além disso, mencionou que o tráfico de armas no Brasil está frequentemente ligado a origens estadunidenses.

O presidente, que mencionou suspeitas sobre o interesse dos EUA nos recursos minerais do Brasil, defendeu um tratamento respeitoso e igualitário entre nações, enfatizando a importância da soberania e democracia brasileiras.

Por fim, Lula reiterou que o Brasil está empenhado no combate às organizações criminosas, citando a aprovação da lei antifacção como um passo importante. Ele também expressou abertura à colaboração dos EUA, desde que respeitem a integridade territorial, e sugeriu que se inicie o combate ao crime organizado em locais como Delaware, onde ocorrem atividades de lavagem de dinheiro envolvendo brasileiros.

Fonte: Agência Brasil



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