Política

POSIÇÃO

Luiz Lobão cobra regularidade na entrega de medicamentos para diabéticos

De acordo com o vereador Luiz Lobão, a proposta inicial era de realizar uma audiência pública

Teresinha

19 de dezembro de 2019 às 06:57


Reunião sobre falta de medicamentos
Reunião sobre falta de medicamentos

O último estoque de canetas de insulina Lantus da Farmácia do Povo acabou hoje, um total de mil canetas que deveriam suprir a necessidade dos diabéticos do Piauí. Para tratar dessa descontinuidade na dispensação de medicamentos voltados para diabéticos no Estado o vereador Luiz Lobão se reuniu hoje (18) com a presidente da Associação dos Diabéticos do Piauí, Jeane Melo, e com representantes da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (SESAPI).

De acordo com o vereador Luiz Lobão, a proposta inicial era de realizar uma audiência pública, mas devido o prolongamento da sessão ordinária na Câmara de Teresina com a votação de projetos, foi realizada uma reunião com os representantes da Assistência Farmacêutica a fim de ouvir quais as estratégias que deverão ser adotadas para evitar essa descontinuidade na entrega de medicamentos na Farmácia do Povo.

"Estamos por meio do diálogo em busca de melhorias na dispensação de medicamentos aos diabéticos, que é garantida por lei, mas que há muita descontinuidade, o que tem gerado preocupação e angústia nestas pessoas que têm a doença que é crônica e que necessitam do medicamento diariamente para viver e evitar complicações. Os prazos estão sendo descumpridos com muita frequência, então estamos em busca de um plano de ação eficiente para que esses medicamentos não faltem mais na farmácia", informou Luiz Lobão, acrescentando que se necessário for, inclusive, irão a instâncias maiores para que o problema seja resolvido.

Para Jeane Melo, a Farmácia do Povo precisa descobrir caminhos mais fáceis para que os resultados sejam positivos e que não haja essa falta frequente de medicamentos para os diabéticos. "O doente crônico não pode ser desassistido nem por um minuto. A Secretaria é da saúde e não da doença e é preciso pensar nisso. Cuida-se mal do doente e não se trabalha nem em educação em diabetes, nem para facilitar a adesão do diabético ao tratamento, que vai se abandonado, uma vez que ele é abandonado pelo poder público. A situação é difícil. A questão da burocracia deve ser sanada e planejada, pois o diabético não pode pagar a conta. Nós da ADIP só buscamos políticas públicas eficientes, pois nossa questão não é pessoal, é coletiva. Precisamos de uma gestão que gere qualidade de vida e que tenha compromisso", afirmou Jeane Melo, presidente da ADIP.

Segundo Wanda Avelino, diretora da Assistência Farmacêutica, o problema da falta de medicamentos tem ocorrido muito por conta da burocracia nos processos licitatórios, que a secretaria tem procurado sanar, mas que ainda é difícil. "Vivemos o dia a dia das patologias e temos a sensibilidade de tentar resolver. Então, assumimos o compromisso aqui de nos empenharmos mais para que no ano de 2020 essa dispensação seja regularizada", disse.

Fonte: Mayara Sousa



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