O juiz Marcos Pimentel Tamassia, da 4ª Vara da fazenda Pública da Capital de São Paulo, recebeu aditamento do Ministério Público do Estado relativo a uma ação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, que pede a dissolução de dez empresas supostamente envolvidas com o trensalão tucano. O esquema operou no estado paulista por dez anos, durante os governos dos tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
O juiz mandou notificar a Fazenda do Estado para ingressar como parte interessada na ação. A Promotoria pede o ressarcimento de R$ 418,3 milhões por prejuízos causados em três contratos de manutenção nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entre os anos de 2001 e 2002.
A ação havia sido proposta em novembro, mas em dezembro Tamassia pediu prazo de 10 dias para o Ministério Público do Estado apresentar “fatos e fundamentos jurídicos” que respaldassem o pedido de dissolução da Alston Brasil; CAF Brasil Indústria e Comércio; MGE Manutenção de Motores e Geradores Elétricos; Temoinsa do Brasil; MPE projetos Especiais; Siemens; Trans Sistemas de Transporte; Bombardier Transportation; Mitusi & CO Brasil e Tejofran de Saneamento e Serviços.
Segundo a Promotoria, houve prejuízo social e, por consequência, dano moral causado a milhares de pessoas, sobretudo os menos favorecidos, aqueles que dependem do transporte por trem.