Economia

Transparência em serviços de entrega

iFood e Keeta podem ser multadas por falta de transparência

Senacon vai processar plataformas por descumprirem norma sobre composição de preços em serviços de entrega.

Da Redação

28 de maio de 2026 às 07:18 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • A Senacon processará iFood e Keeta por falta de transparência na composição de preços.
  • Regras exigem a divisão clara dos valores entre aplicativo, entregador e estabelecimento.
  • A fiscalização começou em abril, após prazo para adaptação.
  • Guilherme Boulos e Ricardo Morishita criticaram a falta de cumprimento das normas.
  • Multas podem chegar a R$ 14 milhões para empresas não conformes.
  • iFood ainda não apresentou adequações e alega surpresa com o processo.
  • Keeta também falhou em identificar a distribuição dos valores.
  • A empresa terá 20 dias para apresentar defesa.

iFood e Keeta podem ser multadas por falta de transparência

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, anunciou que processará as plataformas iFood e Keeta por não seguirem as regras de transparência na composição de preços das entregas.

De acordo com a Portaria nº 61, as plataformas devem informar quanto do preço total cabe ao aplicativo, ao motorista ou entregador e ao estabelecimento comercial.

A fiscalização começou em 24 de abril, após o prazo dado para adaptação às novas regras. A Senacon verificou se as informações eram claras para consumidores, entregadores e parceiros.

O anúncio foi feito por Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e por Ricardo Morishita, secretário Nacional do Consumidor.

"É uma norma prevista no sistema legal brasileiro e que, lamentavelmente, essas duas empresas têm insistido em descumprir, não oferecendo transparência aos trabalhadores e aos consumidores", criticou Boulos.

As empresas podem enfrentar multas de até R$ 14 milhões se não cumprirem as regras. Boulos citou Uber e 99 como exemplos de plataformas que já se adequaram.

Em relação ao iFood, a Senacon informou que a empresa não apresentou as informações necessárias durante a averiguação preliminar e pode ter induzido consumidores a erro sobre taxas cobradas.

O iFood afirmou estar em processo de implementação das adequações necessárias e criticou a falta de diálogo prévio da Senacon sobre as particularidades operacionais das plataformas.

A empresa disse estar surpresa com o processo e à disposição para colaborar com a Senacon.

No caso da Keeta, a Senacon concluiu que as informações não identificam claramente os valores destinados a cada agente econômico. Alegações de “segredo de negócio” não isentam da transparência exigida.

A Keeta afirmou garantir transparência nos valores pagos, destacando seu compromisso com a responsabilidade e diálogo aberto.

A Senacon destacou que a empresa não cumpre a norma e terá 20 dias para apresentar defesa.

Fonte: Agência Brasil



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