Política

Há uma tabelinha entre a Folha de São Paulo e Marina Silva?

Pesquisas Michel Temer Folha Marina Silva Dilma

Teresinha

04 de abril de 2016 às 16:04


Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do Rede Sustentabilidade
Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do Rede Sustentabilidade
No mesmo dia em que a Folha de S.Paulo, de Otávio Frias Filho, soltou seu extravagante editorial propondo a degola da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, a ex-senadora Marina Silva, da Rede, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, começou a articular um movimento por novas eleições presidenciais; Folha admitiu no editorial que não há razões consistentes para a saída de Dilma, mas ainda assim tenta inviabilizar seu governo; de Porto Alegre, onde pedalou na manhã de domingo, a presidente mandou avisar: jamais renunciarei

Neste fim de semana, um dos temas mais comentados foi a proposta extravagante e absolutamente fantasiosa da Folha de S. Paulo.

Em editorial publicado na primeira página, Otávio Frias Filho reconheceu que não há provas irrefutáveis que justifiquem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas ainda assim defendeu que ela renuncie ou seja afastada – o que, na ausência de base legal, constitui um golpe.

Mais do que pedir a saída de Dilma, Otavinho também pregou a renúncia do vice-presidente Michel Temer – hipótese que, evidentemente, ele jamais cogitou. Além disso, como a saída da presidente e do vice colocaria no poder o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Folha defendeu ainda que, antes, seja afastada essa "nefasta figura" da vida política nacional.

O que a Folha defende, na prática, é a convocação de novas eleições presidenciais – o que favoreceria a ex-senadora Marina Silva, da Rede, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas. Coincidência ou não, ontem mesmo, Marina começou a articular um movimento por novas eleições, segundo informa a colunista Tereza Cruvinel.

De Porto Alegre, onde aproveitou a manhã de domingo para pedalar, a presidente Dilma mandou avisar mais uma vez aos golpistas que jamais renunciará. E lembrou que toda vez que pedem sua renúncia passam um atestado para a sociedade de que não há razões legais para o processo de impeachment.

Fonte: Brasil 247



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