Política

Governo anuncia cortes de gastos para garantir pagamento de salários

Fica proibido contratar servidores, mudar nível, reajustar salários ou pagar hora extra

Teresinha

23 de setembro de 2017 às 22:09


Secretários Antonio Neto (Planejamento) e Rafael Fonteles (Fazenda) com o governador Wellington Dias
Secretários Antonio Neto (Planejamento) e Rafael Fonteles (Fazenda) com o governador Wellington Dias

Além da paralisação de obras, ações e programas em andamento, o Governo do Estado vai adotar medidas duras, como corte de hora extra, contratações, progressão -  para conseguir cobrir o rombo  de  R$ 180 milhões provocado pela redução em mais de 18% dos valores relativos a transferências de recursos federais ao Piauí no segundo quadrimestre.

O secretário de Estado da Administração, Franzé Silva, adiantou que uma das primeiras medidas a ser adotada é a redução de gastos com pessoal. Segundo o secretário, nenhuma secretaria vai poder pagar hora extra, contratar novos servidores, promover mudança de nível e nem conceder reajuste salarial, como o reclamado pelos agentes penitenciário, em greve há duas semanas. “Qualquer mudança que cause impacto salarial está proibido".

"Durante oito meses é para ter zero de aumento de despesa, alavancando a receita para a receita corrente líquida poder subir, deixando despesa de pessoal estagnada e com isso diminuir o percentual a [ao limite prodencial] 46.55%", avisou Franzé Silva. 

"Existe toda uma política que a Fazenda vai apresentar  para a equipe econômica no tocante a aumentar a receita. Nós da Administração temos que serrar os dentes, travar todos os sistemas e ninguém vai conseguir fazer nenhum pagamento restrito a partir do que estabelece a Lei  101", 

Na semana passada, o governador do Piauí, Wellington Dias, revelou que o Piauí vive uma "queda gigante" nas suas receitas, principalmente nos repasses federais. As perdas de receitas acumuladas no quadrimestre devem alcançar 16% a19%, somando entre R$ 166 milhões e R$ 180 milhões em setembro,

"Isso é quase a metade das nossas receitas. O que tem um impacto muito forte... é perder R$ 180 milhões rapidamente. Eu tenho que tirar 160, 180 milhões de algum lugar para poder não atrasar os principais compromissos. E o principal compromisso que vamos manter é a folha de pagamento".

Wellington Dias admitiu elastecer os prazos para a conclusão e até paralisar obras para honrar os principais compromissos do Estado. "Se tiver de paralisar ou elastecer para um prazo maior obras, nós vamos fazer porque a prioridade é não atrasar salário".

Fonte: Paulo Pincel



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