ELEIÇÕES 2024
Leilane Nunes
31 de maio de 2024 às 18:58
A divulgação de gravações envolvendo supostos interlocutores em nome do deputado estadual Fábio Novo (PT), pré-candidato à Prefeitura de Teresina nas próximas eleições municipais, repercutiram no mundo político da capital, nesta sexta-feira (31-5). A respeito da versão na qual pessoas ligadas à sua pré-campanha estariam aliciando, por ligações de celular, pré-candidatos a vereadores de outras coligações, Fábio Novo negou serem verdadeiras e acusou adversários de simulação visando prejudicar sua pré-campanha, considerada um fenômeno. “Do lado de lá existe uma orientação, inclusive das lideranças políticas que eu apurei, de fazer essas iscas.”
Segundo o parlamentar, tais “iscas” consistem em “dizer que vai se oferecer, para ver se alguém cai numa isca como essa”. “Nós não vamos cair nesse tipo de coisa”, rebateu. Em declarações à imprensa, o parlamentar disse que os supostos vazamentos denunciados pelos adversários são na verdade uma “cortina de fumaça” para tentar evitar o crescimento de sua pré-candidatura ao Palácio da Cidade. Ele lembrou que sua performance acontece exatamente no momento em que as pesquisas pré-eleitorais têm registrado queda nos números do ex-prefeito Sílvio Mendes (União Brasil), pré-candidato a um terceiro mandato.
Principal adversário de Fábio Novo nas eleições municipais de 2024, Sílvio Mendes vinha liderando as intenções de voto, mas tem caído nas estatísticas entabuladas pelos institutos de pesquisa. “Isso é uma cortina de fumaça para esconder realmente o fenômeno que aconteceu em maio, que é o fenômeno de que o Fábio Novo cresceu e o principal concorrente caiu, e você precisa frear essa situação”, declarou. Para o deputado, o objetivo dessas denúncias por parte de seus adversários é frear seu crescimento nas pesquisas. Atualmente, o pré-candidato petista lidera a maioria dos levantamentos pré-eleitorais.
Principais suspeitas
Fábio Novo não quis citar nomes, porém, cerca de 10 pré-candidatos a vereadores, filiados aos partidos Progressistas, União Brasil e Republicanos, alegam que pessoas ligadas ao pré-candidato do PT lhes abordaram propondo benefícios econômicos em troca de deixar suas chapas e mudar de grupo político. O petista, por sua vez, nega que a prática tenha ocorrido. “As denúncias não procedem, são infundadas. Ninguém fala pelo Fábio Novo em negociação política. Quem faz negociação política sou eu. Se tem alguém falando, não está autorizado. Não oriento fazer isso. Tenho quatro mandatos de deputado estadual, nunca fiz isso e nunca pedi a ninguém para fazer.”
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