Política

Delfim Neto acredita que impeachment já acabou

O ex-ministro Delfim Netto avalia que o impeachment da presidente Dilma Rousseff não vai prosperar

Teresinha

25 de janeiro de 2016 às 20:01


Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva
Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva
O ex-ministro Delfim Netto avalia que o impeachment da presidente Dilma Rousseff não vai prosperar no Congresso. A afirmativa se deve ao recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que delegou ao Senado a possibilidade de arquivar a medida, mesmo se a Câmara aprovar o afastamento da petista.

“Acho que é tempo de a gente entender, não tem mais impeachment… Já acabou. Só tem uma saída. É a Dilma assumir de volta a Presidência ou é o caos e vamos ter de esperar mais três anos. O caos significa satisfazer as previsões que estão aí: perder mais 3% do PIB neste ano, mais 4% no ano que vem. E em 2018, quando começar a campanha eleitoral, aparecer alguém que dê alegria para o Brasil, como aconteceu com o Maurício Macri na Argentina”, afirmou o economista em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“Ou a presidente assume a responsabilidade e vai, no dia 2 de fevereiro, ao Congresso Nacional com os projetos de reforma constitucional e infraconstitucional, ou será o caos. Ela deve ir ao Congresso e dizer: ‘Agora vamos ver quem é o responsável, porque eu não acredito que vocês não vão aprovar e decidi fazer um teste. Se os senhores quiserem, não aprovem’. E vai para a rua contar para o povo o que tem de ser feito. Ela tem de colocar o Congresso nas cordas. O presidencialismo não funciona sem presidente.”

O diagnóstico de Delfim Netto para o Brasil é a completa ausência de perspectiva. “Só pode devolver perspectiva para o Brasil quem está no governo, mas a oposição fica esperando o ‘impeachment da Dilma’. Essa gente que vai para a rua não tem força para tirar a Dilma. E se ela não assumir seu protagonismo, não levar a responsabilidade para o Congresso e dizer quem é o responsável, ‘sou eu ou os senhores’, não tem solução. Vai ser uma tragédia.” 

Fonte: Congresso em foco



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