Política

SUDESTE

Correia: 'centrão e bolsonaristas têm urgência para cortar dos mais pobres'

O parlamentar comentou sobre o pacote fiscal anunciado pelo governo

Sol

30 de novembro de 2024 às 18:09


Rogério Correia
Rogério Correia

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou o Centrão por agir contra os mais pobres enquanto defende os mais ricos. Segundo ele, a proposta do governo Lula busca isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil e taxar dividendos de milionários, mas enfrenta resistência.

O pacote fiscal anunciado esta semana prevê uma economia de R$ 72 bilhões entre 2025 e 2026 e até R$ 327 bilhões em cinco anos. O reajuste do salário mínimo incluirá aumento real acima da inflação, com base no PIB de dois anos anteriores, limitado a 2,5% ao ano. Em 2025, a previsão é de aumento real baseado no crescimento de 2,9% do PIB em 2023.

Para os militares, o pacote inclui mudanças como a padronização da contribuição de 3,5% para o Fundo de Saúde e a criação progressiva de uma idade mínima para aposentadoria. Benefícios como pensões para parentes afastados e a prática conhecida como “morte ficta” serão eliminados.

O Abono Salarial será pago apenas a quem ganha até R$ 2.640, reduzindo o número de beneficiários. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) terá regras mais rígidas, com previsão de economia de R$ 12 bilhões até 2030. O benefício continuará sendo pago a idosos e pessoas com deficiência com renda de até um quarto do salário mínimo, desde que estejam inscritos no CadÚnico.

No caso do Bolsa Família, cadastros unipessoais e atualizações serão feitos obrigatoriamente em domicílio, com uso de biometria. Cadastros desatualizados há mais de dois anos serão revisados.

O governo também reforçará o limite de R$ 44 mil mensais para salários de servidores, com a regulamentação de supersalários, o que pode gerar economia de até R$ 10 bilhões anuais. Emendas parlamentares terão crescimento limitado a 2,5% acima da inflação, com metade dos recursos destinados à saúde pública.

Segundo o governo, as medidas buscam maior eficiência na gestão pública e justiça fiscal, promovendo equilíbrio entre receitas e despesas.

Fonte: Brasil 247



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