Política

MEIO AMBIENTE

Comissão do Senado discute avanço da desertificação na caatinga nesta terça (28)

Audiência celebra o Dia Nacional da Caatinga, comemorado 28 de abril, e discute ameaças ao bioma

Dhara

28 de maio de 2024 às 09:00


Caatinga
Caatinga

A Comissão de Meio Ambiente do Senado realiza, nesta terça-feira (28), a partir das 14h, uma audiência pública para celebrar o dia nacional da caatinga e debater as ações contra a desertificação do bioma. Um requerimento apresentado pelos senadores Teresa Leitão (PT-PE), Beto Faro (PT-PA) e Jaques Wagner (PT-BA) alerta para a ameaça de destruição daquele bioma e do sustento das comunidades tradicionais que vivem na região.

“A importância da caatinga e o seu papel no combate às mudanças climáticas são reconhecidos cientificamente e também pelo ordenamento brasileiro que instituiu o dia 28 de abril como o Dia Nacional da Caatinga. Esse bioma, contudo, continua sendo profundamente atingido por diversos fatores que vêm culminando na desertificação noticiada recentemente como o registro de regiões áridas de deserto no norte da Bahia”, justifica a senadora Teresa.

A caatinga, que só existe no Brasil, tem a maior área de florestas tropicais sazonalmente secas da América do Sul. Ocupando cerca de 11% do território nacional, ela fica na região Nordeste. O nome caatinga tem origem no Tupi-Guarani e significa “mata branca”, por conta do aspecto da vegetação na época da seca, quando as folhas caem permanecendo os troncos retorcidos e esbranquiçados das árvores e arbustos.

O bioma tem uma fauna e flora diversa, com mais de 4.900 espécies de plantas registradas. Várias delas são exclusivas da região. Apesar dessas características, é o ecossistema mais desmatado do país, principalmente pela pecuária e agricultura de subsistência, segundo o Instituto Nacional do Semiárido (INSA). A degradação do solo e a diminuição da cobertura vegetal são apontadas como causas do aumento da desertificação.

Comunidades tradicionais

O requerimento também menciona outras fontes de ameaça, como a instalação de indústrias, inclusive de energia renovável, que vem impactando diretamente a biodiversidade, os solos e o microclima da região.

"É imprescindível reconhecer também a importância do povo e das comunidades tradicionais guardiãs da biodiversidade e no combate às mudanças climáticas, a exemplo do Projeto Recupera Caatinga, que promove ações de recuperação do bioma com o cultivo de bosques ecológicos, mudas, plantio de espécies nativas desmatadas”, destaca Teresa.

Neste ano o governo federal editou o Decreto 11.932, que trata da Comissão Nacional de Combate à Desertificação e da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de forma articulada.

Para participar da audiência pública, os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo.

Fonte: Agência Senado



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