Política

REFORÇO

Comissão da Câmara aprova reserva de cargos de comando da Abin para oficiais de inteligência

O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados

Teresinha

10 de junho de 2026 às 16:22 ▪ Atualizado há 22 horas

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  • A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou o Projeto de Lei 648/22.
  • O projeto torna os cargos de diretor-geral e diretor-adjunto da Abin exclusivos para oficiais de inteligência.
  • O relator, deputado Luiz Gastão, destacou a valorização da carreira de inteligência.
  • A proposta visa garantir que a Abin opere com critérios técnicos e meritocráticos.
  • A mudança altera a Lei 9.883/99 e reflete em cargos de nível superior para oficiais e técnicos de inteligência.
  • O deputado Augusto Coutinho ressaltou a importância de oficiais treinados ocuparem cargos estratégicos.
  • O projeto ainda será analisado por outras comissões e precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Comissão da Câmara aprova reserva de cargos de comando da Abin para oficiais de inteligência

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 648/22, que torna os cargos de diretor-geral e de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) privativos de oficial de inteligência.

Após ajustes no texto, o relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), recomendou a aprovação da proposta. “A medida contribui para a valorização e o fortalecimento da carreira de inteligência e reforça a percepção de que a Abin é guiada por critérios técnicos e meritocráticos, afastando visões de natureza exclusivamente política”, disse.

O texto altera a Lei de criação da Abin (Lei 9.883/99). Atualmente, a Lei 11.776/08 prevê quatro cargos de inteligência: oficial, oficial técnico, agente e agente técnico. Os dois primeiros exigem formação em nível superior; os demais, em nível médio.

“Os serviços da Abin envolvem assuntos sensíveis, como informações sobre espionagem ou sabotagem. É aconselhável que cargos estratégicos desse órgão sejam privativos dos oficiais de inteligência, que possuem a devida habilitação”, disse o autor da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

Próximos passos
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara



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