Política

ROMPIMENTO

Ciro Nogueira diz que União Progressista deve deixar governo Lula “o mais rápido possível”

Presidente do PP lidera ofensiva contra presença de ministros na Esplanada

Isaac

21 de agosto de 2025 às 08:51


Áudio vazado mostra Ciro Nogueira articulando pressão contra Lula até as eleições de 2026
Áudio vazado mostra Ciro Nogueira articulando pressão contra Lula até as eleições de 2026

A recém-criada União Progressista, resultado da fusão entre União Brasil e Progressistas (PP), foi lançada nesta terça-feira, 19, em Brasília, já com forte cobrança de afastamento do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que a presença de integrantes do partido na Esplanada dos Ministérios é “constrangedora” e defendeu que o desembarque da federação da base governista aconteça “o mais rápido possível”.

Ministros na Esplanada Federal

O discurso de Nogueira colocou em xeque ministros que integram a nova legenda. André Fufuca (PP), titular do Esporte, disse que permanece aliado ao presidente: “Meu voto pessoal é dele (Lula)”. Celso Sabino (União Brasil), ministro do Turismo, afirmou que muitos correligionários reconhecem avanços da atual gestão e que qualquer decisão sobre ruptura será deliberada coletivamente pelas executivas e bancadas. Outros nomes da federação no governo são Waldez Góes (Integração) e Frederico de Siqueira (Comunicação), ambos ligados a articulações de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado.

Apesar das resistências internas, o clima predominante no evento foi de distanciamento do Planalto. O governador Ronaldo Caiado (GO) defendeu uma posição clara de enfrentamento e disse que a federação deve trabalhar para “derrotar Lula”. Nos bastidores, dirigentes avaliam que a saída formal do governo será confirmada em até dois meses, prazo que coincide com a homologação da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Maior força política no Congresso

A União Progressista nasce como a maior força do Congresso, com 109 deputados e ao menos 14 senadores, além de sete governadores e mais de 1,3 mil prefeitos. A nova sigla também passa a controlar a maior fatia do fundo eleitoral, estimado em R$ 953,8 milhões, e do fundo partidário, em R$ 197,6 milhões, o que a coloca no centro das articulações de poder até as eleições de 2026.

Em meio às cobranças por rompimento, Alcolumbre buscou amenizar a disputa política. Segundo ele, a União Progressista não deve ser vista como oposição nem como base aliada, mas como “um movimento de política com ‘P’ maiúsculo voltado para o futuro do Brasil”. Ainda assim, a fala de Ciro Nogueira reforçou a pressão sobre Lula e sinalizou que a permanência da federação na base governista está cada vez mais insustentável.

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Fonte: UOL



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