OPERAÇÃO FILANTROPIA
Alinny Maria
17 de dezembro de 2021 às 08:33
A Polícia Civil do Piauí deflagrou a Operação Filantropia na manhã desta sexta-feira (17) com o objetivo de cumprir 10 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens contra servidores da Prefeitura de Teresina suspeitos de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Duas servidoras ligadas a Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) estão sendo investigadas sob suspeitas de abrir uma organização para desviar recursos públicos do município. Segundo a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, as servidoras investigadas movimentaram mais de R$ 2 milhões.
Os mandados foram cumpridos em residências de servidores públicos, em um escritório de advocacia e na Educass, organização da sociedade civil (OSC) que prestava serviços para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) e Secretaria Municipal da Juventude (Semjuv).
Os crimes teriam ocorrido entre 2019 e 2020, na gestão do ex-prefeito Firmino Filho. Segundo as investigações, o Instituto Educass é administrado por duas servidoras da Prefeitura de Teresina, que usavam pessoas interpostas para garantir a chegada de recursos públicos à entidade. Foi constatado o pagamento de vantagens indevidas para servidores públicos a partir da simulação da prestação de serviços e uso de empresas de fachada.
Alvos da operação
Yuri Gonçalves Macêdo, proprietário do Instituto Educass, localizado no Centro de Teresina, é apontado como laranja no esquema que envolve mais seis pessoas. Os demais investigados são as advogadas Reginalda de Araújo Costa e Jakeline Carvalho; a contadora Teresinha Alves dos Santos; José Leonardo dos Santos, que é sobrinho da contadora; o professor Luciano Alves Magalhães e o ex-secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Claudinei Alves da Costa Feitosa.
Empresa criada em 2019
De acordo com o delegado Ferdinando Martins, titular da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), a empresa Educass teria sido criada pelas duas servidoras com o objetivo de tomar para si os contratos de limpeza de aguapés do rio Poti. A empresa foi aberta em outubro de 2019 e foi contratada pela prefeitura dois meses depois. A empresa deveria ter pelo menos um ano de atuação no mercado para ser contratada como organização da sociedade civil.
O delegado informou ainda que as investigações apontaram que a empresa Educass recebeu R$ 250 mil por um contrato de sete meses com a Prefeitura de Teresina para a retirada de aguapés dos rios de capital. O delegado destacou que o serviço era feito com a contratação de pescadores que faziam a retirada manual dos aguapés do rio Poti.
Além de serviços ambientais, a Educass também presta serviços educacionais. A empresa prestou serviços de produção de folders e cartilhas e de elaboração de cursos pré-vestibular para jovens carentes por intermédio da Semjuv. Alguns serviços contratados com a Organização Social foram pagos com emendas destinadas por vereadores de Teresina, que também podem ser investigados.
Em breve mais informações!
INVESTIGAÇÃO FEDERAL
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